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Sem morrer pela boca

Sucesso no ramo da alimentação exige mais que só aptidão para cozinhar

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postado em 07/06/2015 00:09 / atualizado em 09/06/2015 18:01

Estado de Minas

Euler Junior/EM/D.A Press
O prazer de degustar uma boa comida, a habilidade no comando do fogão e aquele caderno de receitas de cabeceira guardado por gerações de famílias têm sido infalíveis na sedução que o setor de alimentação exerce sobre os empreendedores novatos. Estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) indica que um quarto dos negócios abertos por conta própria no país são idealizados nesse ramo de alta diversidade. A má notícia é que nada disso nem sequer pode ser aventado como garantia de sucesso e nem mesmo ponto de partida suficiente. Nada substitui o valor de uma ideia bem conduzida, associada a um planejamento benfeito, afirma o economista Augusto Manso de Andrade, analista da Unidade de Atendimento a Empresários do Sebrae em Belo Horizonte.

O pulo do gato, no dito popular, está no profissionalismo em todas as etapas da constituição e execução da empresa. Com larga experiência na consultoria a pequenos empreendimentos, Augusto Manso afirma que é preocupante a crença de que basta saber cozinhar, quando falta é controle das finanças do negócio. “O empreendedor é muito bom na cozinha, mas não na hora de fazer as contas. Ou ele terá de aprender os controles necessários para gerenciar o negócio ou terá de contratar alguém para cuidar dessa área”, afirma.

O amadorismo é um dos principais motivos para 24% das empresas brasileiras fecharem as portas ainda no primeiro ano de vida, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2013, entre as companhias que saíram do mercado, 99,3% mantinham até nove empregados. Para ajudar os candidatos a empreendedores, diversas entidades de empresas desenvolvem e oferecem cartilhas do tipo passo a passo e/ou programas de apoio. Eles começam na definição da ideia, ensinam todas as fases do planejamento, como escolher e preparar o ponto, o produto e o que levar em conta na condução do negócio.

Laís Pimentel e a mãe, Ângela, se qualificam para entrar no concorrido mercado da comida fora de casa
O Sebrae criou um software completo e gratuito que atende os interessados on-line no site www.sebraemg.com.br/atendimento. A simulação contempla toda a parte conceitual do empreendimento e a estrutura financeira, com indicação de resultados. O planejamento adequado do negócio próprio não pode deixar de incluir a verificação dos riscos e as tendências de comportamento do consumidor, segundo Augusto Manso. Outro alerta necessário é o de que todo o potencial observado na área de alimentação caminha junto do aumento da concorrência e a tentação de querer resolver esse dilema com o achatamento dos preços é um dos maiores erros.

Experiência As lições já estão sendo analisadas com muito cuidado pela publicitária Laís Pimentel, de 31 anos, e a mãe, Ângela, artista plástica, que decidiram investir num negócio próprio de produção e venda de comida caseira. “Buscamos nos profissionalizar para enfrentar o desafio, mas sabemos que parte dele vamos descobrir vivendo a experiência”, diz Laís. Elas sempre cozinharam e têm conhecimento também de técnicas de administração. A ideia é sair da fase de desenvolvimento do projeto para a execução no segundo semestre, com o cuidado de não pular etapas e nem desmerecer o valor da cautela na definição e condução do negócio.
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