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Com acervo diferenciado

Livrarias menores encaram concorrência com as grandes e ganham mercado

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postado em 31/05/2015 06:00 / atualizado em 31/05/2015 09:28

Jorge Macedo - especial para o EM

Gladyston Rodrigues/EM/D.A/Press

Numa disputa de forças à la Davi e Golias, no mundo inteiro pequenas livrarias duelam com grandes redes varejistas pelo mercado de livros. Superpotências usam principalmente a internet, onde os custos são menores, para tentar abocanhar fatias do mercado, enquanto, no outro lado, livrarias inovam para sobreviver de olho em um nicho específico.

A saída em comum identificada por empresários é apostar na qualidade do atendimento e diferenciação do acervo. “Não sei se existe um segredo. Acho que é conhecer o que se faz. Os consumidores estão cada vez mais exigentes”, afirma o proprietário da Quixote Livraria e Café, Alencar Perdigão. O sucesso da unidade localizada na Rua Fernandes Tourinho, há 12 anos em um miolo da Savassi, pode ser atestado com o fechamento de outros concorrentes. A livraria é uma das raras sobreviventes da região.

Atualmente, a venda de livros se concentra na internet. Outro concorrente são as grandes redes de livraria. Mas até supermercados, drogarias e gigantes do varejo têm comercializado livros. Sem a mesma expertise. “São como supermercados. Você pede um livro, a pessoa vai no computador e te fala se tem ou não o produto. Em alguns casos, o livro é como uma isca para outros produtos”, crítica Perdigão.

Diante disso, a aposta é por um melhor atendimento, individualizado, com funcionários capazes de melhor apresentar o produto. No caso da Quixote, além de buscar o livro, o “consumidor” pode discutir sobre livros. “Vai além da livraria. É um espaço que produz conhecimento”, afirma o proprietário. E lembra que são disponibilizados espaços para reuniões acadêmicas e outros encontros. “Aposto muito nesse formato, no retorno dos pequenos. É como a padaria perto de casa, em que você sabe que o pão é benfeito”, diz Perdigão. Com o sucesso da Savassi, foram abertas unidades na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).

Outro foco
Assim como a Quixote, a vizinha Scriptum aposta na especialização. O proprietário da livraria, Welbert Belfort, diz ter sido um dos primeiros do ramo a incorporar livros de design ao acervo. Hoje, a aposta está longe dos best-sellers. Moda, psicanálise, filosofia e poesia são alguns dos focos. “O foco para ter um diferencial é especializar em algumas áreas que não estão nas grades das grandes redes”, afirma – isso não exclui os mais vendidos das prateleiras.

Dá trabalho. Ele é obrigado a manter-se atualizado e a pesquisar por obras menos visadas. “Você já viu Tolstói ser vendido no supermercado? Tenho que procurar essas brechas”, questiona. A cada chegada de novos livros, ele entra em contato com o mailing de clientes fiéis para avisar das novidades. Mas não descarta novos ares. Depois de ter criado um site, o próximo passo é negociar e-books.
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