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MODA/CALÇADOS

Empreendedora aposta em sapatos diferentes e ganha mercado até fora do país

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postado em 24/05/2015 06:01 / atualizado em 24/05/2015 09:43

Ramon Lisboa/EM/D A Press
A criatividade é o diferencial que todo empreendedor quer alcançar. Imagine tentar isso em um mercado, em que já há várias marcas, muitas lojas e, principalmente, empresas que têm um público fiel. Mas, para as boas ideias e para a vontade de fazer diferente, como ensinam os consultores de moda, há sempre espaço. Prova disso é o sucesso da marca de calçados Virgínia Barros, que há 12 anos está no meio conquistando a cada dia um público completamente específico e, agora, chega às lojas de Nova York.

Quem acompanha essa trajetória pode, um dia, pensar que foi fácil para a própria Virgínia Barros chegar até onde chegou, mas não foi. Ela conta que começou aos 19 anos fazendo pronta-entrega de lingerie. “Na época, estudava jornalismo e queria arrumar um negócio próprio para me manter. Meu pai tinha uma empresa distribuidora de lingerie em Porto Alegre, mas eu não gostava dessa área”, recorda Virgínia. Ela diz que, diante disso, começou a fazer tricô. “Eu não sabia nada, mas achava chiquérrimo o tricô. Morava em Lagoa Santa, na Grande BH, criava a peça, comprava sacolas de fio, pegava ônibus e levava para as tecelãs e modelistas da capital”, recorda.

As peças de Virgínia fizeram sucesso, tanto foi que ela fazia 2 mil camisas para uma marca conhecida por mês. “Aos 23 anos, tinha a minha primeira fábrica de tricô, que tinha um porte médio, com 15 funcionários”, diz. Mas teve que abandonar a fábrica. “As máquinas que comprei por R$ 8 mil cada, vendi a R$ 2,5 mil. Com o fim da fabricação, voltei a ficar pequena.” Partiu para a fabricação de roupas de tricô, mas desistiu do negócio pela sazonalidade. Aos 27 anos, ela resolveu fazer um curso de estilismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e foi lá que ela conheceu o mercado de sapatos. “A minha ideia era fazer sapatos de tricô, e a professora adorou. Não sabia nada sobre calçados e achei que seria moleza. Não foi. Esse é um mercado muito difícil e, de tanto estudá-lo, hoje sou professora na área”, conta.

Uma das primeiras produções de Virgínia foi um sapato de bico fino que tinha formato parecido com folha. “Desenvolvi isso da minha cabeça, levei a uma loja e o dono disse que não daria certo essa sola diferente”, recorda. Foi a primeira coleção da Virgínia Barros e foram vendidos 500 pares. “Hoje, tenho uma fábrica própria, vários maquinários, oito funcionários e um trabalho totalmente autoral”, diz a empreendedora.

Com os sapatos totalmente diferentes, Virgínia diz que consegue pagar suas contas e não se preocupa com o mercado. “O know how que tenho é de erros e acertos.” Com duas lojas na Savassi, ela vende também em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Brasília. “Com o Minas Trend, vendi a minha nova coleção para Nova York”, diz ela, satisfeita com o resultado. Um dos planos da empreendedora para o próximo inverno é voltar a fazer sapatos com tricô. “Já pesquisei muito, eles são mais resistentes e têm uma durabilidade muito boa”, diz.

PARA OS OLHOS

Jair Amaral/EM/D A Press
Detalhes coloridos, armações mais ousadas e até lentes totalmente criativas. Itens obrigatórios de quem quer ficar em dia com a moda, os óculos estão, atualmente, deixando de lado o formato sombrio para ganhar ares de sofisticação e extravagância. De olho nesse mercado, que, em 2012, movimentou R$ 19 bilhões no Brasil, existe uma turma jovem que quer entrar com novas ideias e muita ousadia nesse meio, esquentando ainda mais esse segmento. Em Belo Horizonte esse movimento começa a dar frutos. É o caso da marca Moon Moda Alternativa, que já vem fazendo muito barulho na cidade. Na página da rede social Facebook, já são mais de 2 mil seguidores e mais de 20 mil curtidas, e no Instagram são mais de 15 mil. Por trás da pequena empresa que está ingressando no mercado, está a jovem Lara Lima, de 25 anos. Ela conta que tudo começou em 2011, quando morava na Irlanda. Fotógrafa, ela voltou daquele país trazendo óculos alternativos para uso próprio. “Pensei na ideia de trazer esses produtos para vender aqui. Com um amigo designer gráfico, criamos a marca, fizemos o perfil nas redes sociais e começamos a trabalhar”, conta.
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