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MODA/ROUPA DE GRIFE

Há 25 anos no mercado, marca mineira leva a arte barroca para as passarelas

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postado em 24/05/2015 06:03 / atualizado em 24/05/2015 09:37

Edésio Ferreira/EM/D A Press
Em meio ao tão sonhado mercado do vestuário, existe um nicho que já virou o filão da economia. Movimentando mais de R$ 15 bilhões por ano, o mercado de festas no país é visto como a oportunidade que um bom empreendedor não pode perder. Na moda, então, trata-se do mercado mais exigente e com profissionais do mais alto gabarito. São peças, muitas vezes, feitas à mão, ora de luxo, ora casual. Os caminhos são muitos e, em Minas Gerais, onde os traços delicados e criativos são diferenciais, há marcas consagradas, que já anunciam exportações para o próximo ano.

É o caso da Arte Sacra Coutture, uma grife mineira que nasceu há 25 anos da persistência e da ousadia da artista plástica Maria Rita Malloy. Segundo conta a sua filha Marcela Malloy, hoje também à frente do negócio, há 25 anos a mãe queria fazer arte no Brasil. “Ela teve um sonho em que os vitrais dela estavam em cabides”, comenta Marcela, que diz que o sonho foi praticamente um recado para Maria Rita. “Minha mãe sempre gostou muito do barroco mineiro e das artes sacras, ela cresceu muito próxima de padres franciscanos. Então, depois desse sonho, ela investiu nessa área.”

Foi em 1991 que Maria Rita abriu sua primeira confecção, fazendo roupas com silk com arte barroca. “Ela era sozinha, com quatro crianças para criar. Mas foi destemida, ajoelhava no chão para silkar e levava as peças para as pronta-entregas”, revela a filha. A artista vendia suas peças para as multimarcas e foi crescendo. Em 1994, com passos cuidadosos, a Arte Sacra Coutture passou a criar vestidos para festa. A produção em pequena escala para o segmento se manteve até 2000, ano em que a grife montou seu showroom e passou a elaborar mais modelos e expandir seus pontos de venda para todo o país. “Todas nós, filhas, trabalhamos com ela desde novas. Ela nos fez passar por todos os setores, como corte e bordados. E fomos crescendo com a marca”, diz Marcela.


Das quatro, cada uma se dedicou a uma área. Fernanda ficou na área administrativa, Renata, em desenvolvimento e produção e as gêmeas Carolina e Marcela, no marketing e na criação, respectivamente. “Nesses 25 anos, estudamos muito. Sempre fazendo cursos de graduação, pós-graduação, workshops, consultorias administrativas, financeiras”, destaca. “Em 2000, montamos o nosso showroom, pois estávamos grandes o suficiente para isso. O primeiro foi no Carlos Prates, depois, no São Pedro”, diz Marcela. Desde 2008, a Arte Sacra está na sede própria para a venda no atacado, com total infraestrutura para os modelos criados, laboratório, costureiras e setor de cortes. “Vendemos nossas peças para o Brasil inteiro, em todas as capitais. A gente prima muito pelo atendimento, e vamos até onde o braço alcança. Já começamos a vislumbrar exportações em 2016”, revela Marcela. No ano de 2010, quando a grife completava 20 anos, um marco: a opção de produzir apenas vestidos de festa, retornando ao sonho inicial e ao talento artístico arraigado no DNA.

O debute para esse estilo foi a coleção de verão 2010, na qual os vitrais de Maria Rita Malloy foram a inspiração, presentes nas criações e cenários. A partir da temporada, a marca se consolidou como referência no mercado. Nesse caminho, a Arte Sacra investiu também em sua linha Glam, com modelos desenvolvidos sob encomenda. A vertente fez com que empresa aumentasse em 50% sua equipe de bordadeiras qualificadas e promoveu um crescimento de 55% no faturamento geral. Assim como a empresa, o número de modelos feitos por coleção está em ascensão: o verão 2014 superou em 21% o inverno 2013.

São 25 anos de história que, segundo Marcela, foram de altos e baixos. “A gente já enfrentou mudanças de comportamento de consumo, e sabemos que, para o empreendedor, é preciso ter nítido quais são os seus objetivos com a moda”, comenta Marcela, aconselhando quem se arrisca a ter o pé no chão. “Observar bem o cenário econômico e se adequar ao mercado, sem nunca perder a identidade. Tem muita gente boa nessa área, mas empresas que não têm comprometimento não sobrevivem”, ensina.

RAIO X
>> São 36 funcionários na Arte Sacra

>> A marca é de atacado, mas possui 150 pontos de venda no Brasil inteiro

>> Desses,, 4 estão em Belo Horizonte

>> A expectativa é começar a exportação em 2016
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