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MODA/PALAVRA DE ESPECIALISTA

Desafio é não ser apenas mais um no competitivo mercado de roupas, calçados e acessórios

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postado em 24/05/2015 06:12 / atualizado em 24/05/2015 09:38

Arquivo Pessoal
Minas Gerais, já há alguns anos, se destaca como um dos mais importantes estados do Brasil quando se fala sobre moda, ocupando o terceiro lugar no ranking nacional em termos de geração de empregos e investimentos no setor. Para se ter uma ideia da dimensão desse mercado, cabe destacar que 22,6% da indústria mineira é composta por confecções e que as mesmas são responsáveis por 14% do total de empregos gerados no estado, representando 180 mil postos de trabalho em mais de 6 mil empresas. Com esse cenário, não é à toa que muitos jovens, em sua maioria mulheres, buscam as faculdades de moda – que já são mais de 5 somente na capital mineira – como a primeira opção para um curso superior, sonhando, na maior parte das vezes, em virar estilistas renomados ou donos de suas próprias empresas.

Se engana quem pensa que basta gostar de moda e se vestir bem para que tudo dê certo. O glamour seduz aqueles que ainda estão entrando no mercado, mas a realidade é bem diferente, repleta de muito trabalho e dedicação. Inicialmente, a aparente informalidade do setor permite uma entrada fácil, mas é extremamente difícil construir uma marca e, principalmente, mantê-la em atividade. Empresas já consolidadas, com 15, 20, 30 anos de trajetória, vêm encarando diariamente o desafio de inovar e buscando atualizações constantes para se manter firmes frente à grande concorrência enfrentada hoje.

Os investimentos em tecnologia, pesquisa e mão de obra especializada são altos, além do marketing e das próprias coleções, que, semestralmente, precisam ter uma grande variedade de modelos em seus mostruários para atender às demandas de clientes de todas as regiões brasileiras e até mesmo do exterior. Além disso, a moda mineira carrega a grande responsabilidade de ser extremamente benfeita e de altíssima qualidade, o que faz com que os investimentos em insumos e matérias-primas também sejam altos, afinal, eles são o seu maior diferencial frente aos grandes players do setor, que, em sua maioria, importam peças prontas do Oriente na luta por preços mais competitivos.

Conhecida pelo trabalho hand made, extremamente valorizado de ponta a ponta no Brasil e no exterior, a moda mineira enfrenta outro grande desafio: a questão da mão de obra especializada. Minas é um celeiro de artistas em todas as áreas e os ofícios de costureira e bordadeira também devem ser valorizados como tal. É necessário caminhar para retomar a conscientização da valorização desses profissionais, buscando fazer com que, inclusive nas próprias instituições de ensino, esta cultura seja replicada e os estudantes aprendam a desempenhar essas funções além de apenas desenhar coleções ou administrar suas grifes. É preciso entender que esse é um forte elo da cadeia produtiva, que também traz grandes oportunidades para o empreendedorismo, daí a importância de se criar escolas, projetos e cursos voltados para a qualificação desta mão de obra, para que esse “saber fazer” não se perca com o passar dos anos e das gerações.

Outro importante ponto da moda mineira que precisamos destacar é o crescimento e fortalecimento do MinasTrend. A 16ª edição do evento, que acaba de ser realizada, contou com 10 desfiles, 250 expositores e mais de 5 mil compradores circulando pelo salão de negócios montado no Expominas, números que não podem ser ignorados e que mostram o imenso potencial que existe por aqui.

Empreender na moda cada dia mais é necessário, mas é preciso criar e crescer com consciência e planejamento para que uma empresa não se torne apenas mais uma peça eliminada do tabuleiro de um mercado cada vez mais competitivo, no qual a atenção aos detalhes é o que faz a diferença para aqueles que se mantêm de pé.
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