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Empreendimento na Grande BH une moda e design

Especializada no público de classe alta, fábrica emprega 21 pessoas e começa a conquistar fama internacional

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postado em 17/05/2015 06:09 / atualizado em 18/05/2015 10:44

Estado de Minas

Fotos:  Beto Novaes/EM/D.A Press
Especializado em design de moda, Danilo Augusto Lopes, de 47 anos, morou nos Estados Unidos e em São Paulo, praças em que trabalhou para grandes grifes. O sucesso na carreira, contudo, teve um preço: a saudade da família. “Quando meu primeiro filho nasceu, eu estava no Rio Grande do Sul”. Decidido a mudar de vida, ele voltou para Belo Horizonte, onde nasceu, e fundou a Neobox em parceria com o amigo Gustavo Ladeira, de 42, ex-analista de sistema de um banco privado que viveu duas décadas na terra da garoa.

A dupla se tornou dona do próprio negócio ao receber a proposta para fornecer sofás para serem vendidos na loja de uma família amiga de ambos. A empresa abriu as portas no fim de 2011, no Jardim Canadá, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Especializada no público de classe alta, o empreendimento emprega 21 pessoas e começa a conquistar fama internacional.

“Participamos de uma exposição em Milão, na Itália, em abril”, conta Danilo. O sócio emenda: “Registramos um crescimento em torno de 70% de 2013 para 2014”. Mas o sucesso da Neobox não veio por acaso. Os amigos evoluíram o chamado conceito hand made (feito a mão) para o made to measure (feito sob medida).

“Embora a Neobox seja uma indústria, fazemos o serviço artesanalmente. Nosso diferencial é que a gente não entra apenas com o design avançado, mas com os mínimos detalhes, como se nosso produto fosse uma peça de roupa. É a diferença, por exemplo, de um terno de primeira qualidade e um de segunda. O nosso DNA é toda essa qualidade. Somos uma indústria-afaiataria”, explica Danilo.

A preocupação com a qualidade na linha de montagem, acrescenta Gustavo, despertou a atenção de compradores de todo o país: “Começamos a fornecer para uma loja em BH e, hoje, atendemos todo o Brasil”. O aumento nas vendas para compradores no próprio estado, porém, tem um gosto especial para os sócios, pois eles avaliam o mineiro como um comprador exigente. “O mineiro gosta de receber visitas, gosta de produtos confortáveis”, esclarece Danilo.

O retorno da dupla para BH, acrescentam os sócios, também garantiu melhor qualidade de vida. “Eu viajava muito”, recorda Danilo. A labuta de Gustavo também era corrida: “Não dava para vir para BH sempre que desejava”.

BRICS A entrada deles no empreendedorismo fomentou uma estatística da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), pesquisa que trata do assunto em todo o planeta e, no Brasil, é elaborada pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP). O estudo concluiu que a taxa da população brasileira dona do próprio negócio saltou de 23%, em 2004, para 34,5%, em 2014.

O indicador é o maior entre os países que formam o bloco conhecido como Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). “(O Brasil) fica quase oito pontos percentuais à frente da China (26,7%)”, compara o presidente do Sebrae nacional. Em seguida, aparecem a Índia (10,25%), África do Sul (9,6%) e Rússia (8,6%).

A mesma pesquisa traz uma boa notícia para Danilo, Gustavo e todos os empreendedores da indústria e do varejo mobiliário: o estudo constatou que o primeiro sonho do brasileiro, conforme 42% das respostas, é comprar a casa própria. E casa própria, claro, fica melhor com mobília nova.
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