Estado de Minas - Acompanhe as últimas notícias sobre Minas Gerais, economia, política, nacional, internacional, ciência e tecnologia Você, Empreendedor

SIGA O EM

Qualificação da mão de obra garante inovação e design

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
[{'id_foto': 851524, 'arquivo_grande': '', 'credito': 'Beto Novaes/EM/D.A Press', 'link': '', 'legenda': 'A aprendiz Carolina Ferreira diz ter prefer\xeancia por fazer criados', 'arquivo': 'ns62/app/noticia_127983242361/2015/05/17/646777/20150513101240912535u.jpg', 'alinhamento': 'left', 'descricao': ''}]

postado em 17/05/2015 06:04 / atualizado em 18/05/2015 10:48

Estado de Minas

Vaidosa, Carolina Ferreira, de 17 anos, lida tão bem com o corte da matéria-prima usada na fabricação de diferentes mobílias quanto Welbert Oliveira Cordeiro, da mesma idade. Os dois são colegas de turma no Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Madeira e do Mobiliário Petrônio Machado Zica (Cedetem), mantido pelo Sindicato das Indústrias do Mobiliário e de Artefatos de Madeira no Estado de Minas Gerais (Sindmov-MG) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

O Cedetem é uma das instituições brasileiras que formam e qualificam mão de obra para a exigente indústria de móveis. O Centro, que em 2015 completa uma década e já beneficiou mais de 15 mil jovens e adultos desde que abriu as portas, no Bairro Ressaca, em Contagem, tem como uma das missões preparar colaboradores para reduzir o custo da produção nas fábricas, o que fomenta a concorrência.

“O corte benfeito na madeira evita desperdício, garante economia. O criado é o móvel que mais gosto de fazer”, conta Carolina, que frequenta o Cedetem desde julho do ano passado. Sem esconder o sorriso, ela faz questão de dizer que a fabricação de mobília atrai cada vez mais meninas. Na classe dela, por exemplo, há mais garotas do que garotos: 12 a 8. Entre a vaidade de manter as unhas coloridas e a segurança em deixar os cabelos sempre presos, Carolina e as amigas operam equipamentos que, aos poucos, dão formas a diferentes espécies de madeiras.

“Também aprendemos a interpretar projetos”, acrescenta Welbert. Ele destaca que o trabalho em equipe garante um bom relacionamento nas linhas de montagens, um dos requisitos para que empresas aumentem a produção. “Só na Grande BH, há 800 fábricas do setor, as quais empregam em torno de 8 mil pessoas”, conta Petrônio José Pieri, gerente do Cedetem.

Petrônio ressalta que a maioria dos cursos oferecidos no local é gratuita. Além das aulas de qualificação, a instituição oferece aprendizagem industrial em marcenaria, em produção de móveis metálicos, em marcenaria de móveis sob medida, em instalação e reparação de redes de computadores. Outro atrativo é o curso de design de móveis, uma das estratégias de qualquer setor para alavancar vendas. No Cedetem, o núcleo de design opera em conjunto com a área de engenharia de produção. As duas atividades, na prática, formam uma ferramenta para prestação de consultorias às empresas.

“Na área de design, criamos novos produtos, avaliamos tendências de mercado, entre outras atividades”, explica o analista de tecnologia Yan Andrade. Seu colega de departamento Ricardo Alexandre Pereira acrescenta que a engenharia de produção, por sua vez, tem como objetivo avaliar o processo de fabricação.

 

APOIO NA CAPITAL Crescer na crise é para poucos. Muitas vezes, o empresário necessita de uma linha de crédito para tirar uma boa ideia do papel. Mas é preciso ficar atento aos juros e ao prazo de pagamento. É importante assinar o contrato com uma instituição financeira sólida.

O Bradesco e o Sebrae firmarão um convênio em maio para financiamentos por meio do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe). Na prática, é uma reserva criada pela entidade de fomento aos micro e pequenos empresários para complementar garantias exigidas por instituições financeiras aos empreendedores de pequeno porte.

Pelo menos num primeiro momento, essa parceria visa linhas de crédito destinadas a franquias (capital de giro e compra de equipamentos). O prazo para pagamento é de 72 meses, com carência de seis meses. A instituição financeira financia até 70% do aporte necessário, com juro a partir de 2,15% ao mês.

A ideia do banco é expandir essa linha de financiamento para outros segmentos. Outra ferramenta para quem deseja se dar bem no mercado de móveis pode ser recorrer ao microcrédito, destinado aos negócios formais ou informais com faturamento anual de até R$ 120 mil. O juro mensal oscila de 2,8% a 4% ao mês e o recurso pode ser destinado à aquisição de bens e mercadorias.

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
600