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Estética/Academias

Personalização das academias é diferencial no mercado

Empresas oferecem atividade física com nicho diferenciado. Em Belo Horizonte, a Unique Academia Boutique apostou em serviços personalizados, diferenciados, com baixo custo das mensalidades

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postado em 10/05/2015 06:01 / atualizado em 11/06/2015 15:25

Jorge Macedo - especial para o EM

Cristina Horta/EM/D.A Press

O Brasil reúne o segundo maior mercado mundial em número de academias – são 30 mil empresas distribuídas por todo o país. Minas Gerais ocupa o segundo lugar no ranking nacional. Com 3,8 mil academias, o estado fica atrás apenas de São Paulo. Na última década, o setor cresceu perto de 30% e ainda tem espaço para avançar, já que menos de 5% dos brasileiros vão a uma academia.

Com 7,6 milhões de clientes, o mercado atrai empresários dispostos a crescer o negócio e também iniciantes, que estão estreando no empreendedorismo. Para Marcelo Ferreira, diretor da Associação Brasileira de Academias (Acad), um conjunto de fatores explica o crescimento do setor de fitness no Brasil. “Entre eles o reconhecimento do profissional de educação física e a criação do conselho federal. Essas medidas aumentaram a procura pela profissão e alavancaram a abertura de novos estabelecimentos.” Segundo ele, a profissionalização do setor, motivada principalmente pela entrada das grandes redes no mercado, também é um fator decisivo para o avanço do segmento.

O educador físico Rodrigo Linari abriu sua primeira academia em 2001. Em 2004, vendeu o negócio para abrir outro em um ponto diferente da cidade. Agora, ele inaugurou em Belo Horizonte a Unique Academia Boutique apostando em um nicho diferenciado do mercado. “Somos pioneiros desse modelo. A intenção é atender o público de forma personalizada. São cerca de três alunos atendido, por profissionais capacitados a um custo mais baixo que um personal trainer”, explica.

A decisão do empresário surgiu depois de longa observação do mercado. Na direção contrária ao modelo de negócio, que prioriza o baixo custo das mensalidades, ele investiu em serviços diferenciados para turmas reduzidas, com mensalidades que custam em média R$ 300. “Percebo que para muitas pessoas não é fácil manter a rotina da atividade física e quando há um serviço direcionado e mais exclusivo é mais fácil para o aluno.”

Rodrigo investiu em um modelo que trabalha o conceito de academia com exclusividade em um ambiente que não lembra o modelo tradicional. A Unique tem salas para atividades como neopilates (pilates + circo) dança e ballet fitness, além de aulas variadas que atendem também o público infantil. Em uma segunda ala, aparelhos modernos de musculação e de atividades como boxe e spinning completam o espaço com projeto de iluminação e design diferenciados.

No negócio foram investidos cerca de R$ 750 mil e o proprietário espera ter o retorno do investimento em dois anos. “Acho que o futuro do mercado é se dividir entre as academias cada vez mais personalizadas e o modelo de massa, de baixo custo”, comenta. Para Marcelo Ferreira, o preço das mensalidades é um ponto que deve sempre ser observado pelo empreendedor. No entanto, ele reforça que as academias devem sempre valorizar a orientação profissional aos alunos.
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Bruno
Bruno - 11 de Maio às 10:24
300 reais pra ficar fazendo atividade de recreação numa enganação que não melhora em quase nada o fortalecimento do aluno. Estão oferecendo cada vez mais um serviço caro e de baixa qualidade aos alunos. Pra quem quer malhar fica uma dica, quanto mais fácil e divertido esta o exercício, menos beneficio de resultados a pessoa ira obter ao executa-lo