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Felinos sobrevivem a grandes quedas, mas sofrem lesões que devem ser evitadas

Lesões mais frequentes são na cabeça, tórax e membros. Para evitar problemas, nada melhor do que a prevenção, como a adaptação de telas apropriadas nas janelas

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postado em 10/10/2015 06:00 / atualizado em 07/10/2015 11:25

Ludymilla Sá /Estado de Minas

Reprodução da internet

Não foi à toa que eles ganharam a fama de ter sete vidas. Recentemente, um gato caiu do quarto andar de um prédio, no Rio de Janeiro, depois de escapar pela janela. A altura era de 25 metros, segundo os bombeiros envolvidos no salvamento do bichano, que machucou apenas o rabo. Esse é um caso clássico da síndrome do gato paraquedista ou síndrome da queda de grandes alturas, conforme a nomenclatura científica.

Os termos são usados para descrever o conjunto de lesões traumáticas apresentadas pelo animal que cai de alturas elevadas, geralmente a partir de dois andares. As lesões mais frequentes são na cabeça, tórax e membros. A taxa de sobrevivência é elevada, especialmente daqueles que suportam as primeiras 24 horas pós-trauma. Mas, para evitar o sofrimento do bichinho, nada melhor do que a prevenção, como a adaptação de telas apropriadas nas janelas.

Estudiosos afirmam que gato não é cachorro. Ele tem o instinto caçador, adora subir em telhados e prédios e é extremamente curioso. Ao mesmo tempo, é uma companhia ideal para viver em apartamentos. Um descuido do tutor, ao deixar uma janela aberta, no entanto, pode resultar em muito sofrimento. “Por ter instinto caçador e ser curioso, o gato de apartamento adora ficar na janela. Quando vê um pássaro ou uma borboleta, instintivamente, ele vai saltar. Esses tipos de acidente ocorrem em razão disso”, explica Christina Malm, professora da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)/Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária.

Quedas de seis andares para cães podem levar ao óbito. Mas já foram observadas quedas de felinos do 32º andar com sobrevivência. A razão para essa diferença envolve vários fatores. O felino tem o sistema vestibular (responsável pelo equilíbrio) mais bem desenvolvido, que lhe permite um reflexo certeiro. Além disso, ele adota uma postura corporal, estendendo os membros, instintivamente, o que diminui o atrito do ar, e a velocidade terminal é rapidamente alcançada.

Estudiosos afirmam que, quanto maior a queda, no caso dos gatos, há menos risco de fraturas, em razão, justamente, da sua mudança de postura. Se ele cair do sexto andar, vai fraturar as patinhas por conseguir cair de pé. No caso de alturas mais elevadas, a partir do sétimo andar, o sistema vestibular não será mais ativado e ele terá lesões torácicas. Ou seja, mesmo tendo diversos fatores a seu favor e habilidades que diminuam o impacto da queda, segundo Christina Malm, o gatinho está sujeito a diversas lesões quando sofre uma queda livre. Por isso, adotar hábitos de segurança para o seu amiguinho é a melhor solução.
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