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MUNDO AVE - Hábito nada saudável

Automutilação de aves pode sinalizar deficiências nutricionais e ainda indicar várias doenças, como o estresse

No início, uma forma de identificar se elas estão sendo arrancadas ou se estão caindo é observar a diferença da cabeça para o resto do corpo

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postado em 08/08/2015 05:54 / atualizado em 08/08/2015 08:52

Estado de Minas

Penas e mais penas caídas dentro e ao redor da gaiola. Para quem tem uma ave em casa, esse pode ser o sinal de que o pássaro precisa de cuidados especiais. E caso ele esteja arrancando a própria plumagem, é melhor tratá-lo o quanto antes. A automutilação pode sinalizar deficiências nutricionais, presença de ácaros e piolhos, doenças causadas por vírus e fungos, alergia e estresse. Em muitos casos, a ave está estressada, e isso pode ocorrer por vários motivos: mudança de ambiente e da rotina, alimentação inadequada, solidão, pouco espaço na gaiola e até mesmo má qualidade do sono.

Reprodução da internet


A falta de atividades é uma das principais causas do estresse, já que, na natureza, a ave precisa procurar comida, arranjar abrigo, fugir dos predadores e alimentar os filhotes. Quando é presa em uma gaiola, sem nada para fazer, sente a mudança de ambiente. Mesmo as que já nasceram em cativeiro podem sofrer com a condição, como explica a veterinária da Animalle Marcela Ortiz, especialista em animais silvestres e exóticos. 'A natureza está no DNA das aves. Então, todas elas sentem essa alteração.'

É importante observar as mudanças comportamentais. O pássaro pode estar estressado se estiver agressivo e excessivamente agitado ou muito quieto em um só canto, dormindo mais que o normal. Outro sinal é a repetição de movimentos, como andar de um lado para o outro na gaiola, além de arrancar as penas, principalmente na região do peito.

ESTÍMULO

No início, uma forma de identificar se elas estão sendo arrancadas ou se estão caindo é observar a diferença da cabeça para o resto do corpo, já que elas não conseguem arrancar as penas de cima. No caso da muda natural, elas caem aos poucos, e a duração do período varia de acordo com cada espécie.

Caso haja a automutilação, estimular é o primeiro passo. 'É importante fazer o enriquecimento ambiental e, a partir daí, acompanhar o progresso. Caso não melhore, é preciso ir ao veterinário para fazer exames, que vão mostrar se há outra doença', aconselha Marcela.

O enriquecimento ambiental pode ser usado no tratamento e na prevenção do problema. Consiste em entreter a ave com sons da natureza, banhos durante o dia, brinquedos e companhia, caso viva só. Além disso, o dono deve dificultar o acesso à alimentação, para que ela procure a comida dentro da gaiola. Quanto mais ocupada ela estiver, menos vai pensar em arrancar as penas. O segredo é mantê-la entretida, como se estivesse na natureza, mesmo com a comodidade de uma casa.
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