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MUNDO GATO - Ai, que coceira!

Pulgas representam risco à saúde do gato, se manifestando em doenças que podem até matar

É importante adotar formas de prevenção das infestações não apenas no animal, mas em toda a casa

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postado em 08/08/2015 05:56 / atualizado em 08/08/2015 08:18

Juliana Cipriani /

Érika Vasconcellos/Divulgação


Mais do que uma simples coceira ou incômodo, as pulgas podem representar risco à saúde do seu gato. O minúsculo parasita, que se alimenta do sangue de mamíferos e aves, é muito comum, principalmente nos felinos que frequentam a rua. Por isso, quem tem gatos em casa precisa estar atento às formas de prevenção das infestações, adotando mecanismos de controle que não devem ficar restritos ao animal. É preciso também cuidar do ambiente onde ele vive.

O perigo é real. Cerca de 30% a 40% dos felinos já se contaminaram com verminose por causa de pulgas. Segundo a dermatologista de pequenos animais Joyce Rajão Figueiredo, a pulga defeca quando pica o animal e pode eliminar ovos do Dipylidium caninum, que se aloja no intestino do animal. Como o gato tem o hábito de se lamber, ele acaba ingerindo o verme e, além de se contaminar, pode passar a doença para os outros. O tratamento é à base de vermífugo.

O mal mais grave causado pelas pulgas é a hemobartonelose felis, causada por uma bactéria que é inoculada na corrente sanguínea e começa a se reproduzir nas células do felino, até rompê-las. 'É uma doença que gera anemia e pode evoluir para uma série de problemas, inclusive o óbito do animal se não for descoberta com rapidez. Muitas vezes, o gato precisa passar por transfusão de sangue e ficar internado', disse. Com o diagnóstico precoce, o caso se resolve com antibióticos.

Mais brandas e também mais comuns são as dermatites alérgicas à saliva da pulga (Dasp). Pelo menos 50% a 60% dos gatos já apresentaram ao menos uma vez o problema. O animal se coça e a dermatite acaba evoluindo, gerando um prurido intenso. Podem haver descamações e até lesões bacterianas. Além de retirar as pulgas, é preciso dar antialérgicos ou corticoides e, quando existe uma infecção secundária, entrar com antibióticos.

COLEIRAS

Para evitar todos esses transtornos, a melhor arma é a prevenção. A veterinária Joyce Rajão Figueiredo aconselha os tutores a usarem produtos antipulga em seus animais. Existem modelos de passar no dorso, comprimidos que podem durar de um dia a alguns meses, as coleiras e os repelentes de uso tópico. “É muito vasto o que a medicina veterinária oferece como produto preventivo, o que falta às vezes é conhecimento ao proprietário”, disse.

Um detalhe que muitos podem desconhecer é que as pulgas ficam, em sua maioria, no ambiente, podendo estar escondidas em frestas de pisos, tapetes ou na cama dos pets. Apenas 5% delas estão no animal, os outros 95% estão sob a forma de ovos ou larvas. Por isso, se o animal for infestado, é preciso dedetizar a casa. 'A pulga só sobe no animal na hora de se alimentar, para fazer a reprodução fica no meio ambiente. Tive uma cliente que teve de tirar todo o taco da casa para dedetizar e depois colocar um piso frio porque elas se proliferaram', conta.

A dermatologista aconselha o uso de produtos seguros, como os sprays especificamente indicados para jogar nos móveis e ambientes. Há quem indique o uso de produtos para bovinos, que podem ser diluídos para passar no ambiente, mas Joyce Rajão não aconselha. 'São produtos muito tóxicos, tanto para a gente quanto para os animais. Se a pessoa não souber usar direito pode ser perigoso', afirmou. Outra dica importante é o uso de vermífugos de quatro em quatro meses.
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