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Natal...como é bom sonhar!

Crianças abrem o coração e falam de amor, fantasias e presentes

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postado em 25/12/2009 08:19 / atualizado em 25/12/2009 08:37

Gustavo Werneck

Cristina Horta/EM.D.A Press
 

Dia de festa para uns, de sonhos para outros e de muita esperança para os que consideram o Natal a melhor data para celebrar a solidariedade. Neste dia de Natal, nas casas, parques e praças, a criançada se esbalda com bonecas, bolas, carrinhos, jogos de última geração e outros presentes que Papai Noel deixou nos seus sapatinhos. Mas há meninos e meninas que não têm essa sorte e se contentam com um abraço no bom velhinho, mesmo que ele seja de borracha. Para tornar a fantasia realidade, milhares de voluntários procuram proporcionar momentos de alegria à garotada: levam presentes em troca de um sorriso.

Foi amor à primeira vista. As mãos de Aiane, de 6 anos, não pararam um minuto sequer de percorrer os fios macios da longa barba, o gorro vermelho, o casaco de lapela branca e a fivela do cinto. Eletrizada pela oportunidade de chegar, pela primeira vez na vida, tão perto de Papai Noel, a menina de cara sapeca beijou a face rechonchuda e ainda ficou um tempo de olhos fechados, pedindo o seu presente. “Ele é bonito, bonitinho”, repetiu a garota, sem se incomodar de não ouvir resposta, pois, no lugar de um coração, voz e sentimento, o bom velhinho sentado no banco era feito apenas de fantasia, espuma e silêncio.

Moradora do Aglomerado da Serra, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, Aiane disse, depois de alguns minutos, que este é o melhor Natal de sua vida: “Nunca vou esquecer o encontro com Papai Noel. É o meu dia mais feliz…Ele existe mesmo!” Como criança não perde a esperança nem a paciência, ela acredita que, desta vez, ganha “uma boneca que fala”, como pede há alguns dezembros. Sem mais tempo para fantasias ou excesso de realidade, a pequena saiu correndo toda serelepe pelos jardins da Praça da Liberdade, onde há papéis-noéis de todos os tamanhos, trenós e renas, bengalas coloridas e outros símbolos que, nesta época, fazem a criançada sorrir. E imaginar.

Pelo olhar da mãe, a doméstica Késia de Souza, de 29, o pedido a Papai Noel vai ter que esperar. “Estava desempregada e comecei no novo serviço dia 1º. A situação está difícil e tenho mais quatro filhos”, contou Késia, que nunca soube o que é decorar a casa com guirlandas coloridas, enfeitar a árvore com bolas de vidro ou saborear a ceia na noite do nascimento de Jesus. “A gente mal tem para comer”, revela sem perder o bom humor.

Cristina Horta/EM/D.A Press.

Família

No mesmo espaço e na mesma tarde, histórias diferentes, embora com os mesmos sonhos, circulam e se cruzam entre flores, árvores, prédios e adultos apressados. Acompanhados da mãe, Olímpia Aparecida, os irmãos Laura Magnólia Nogueira Neto, de 10, e José Eduardo Santos Neto, de 5, moradores de uma chácara no Bairro Nova Pampulha, se reuniram à noite com toda a família e, principalmente, com os mais de 30 primos. “É uma festa completa, como manda a tradição do Natal”, conta Olímpia, de mãos dadas com os filhos. Desta vez, Laura ganhou antecipadamente da mãe “uma boneca”, mas está certa de que o presente de Papai Noel vai ficar na história: uma casinha com um pônei. Cheia de imaginação, ela planeja fazer muitos passeios com o cavalinho pelo terreno da chácara.

Diante de um universo povoado por símbolos natalinos, impossível não admirar os olhos atentos de meninos e meninas, as mãos querendo se desvencilhar dos pais para chegar mais perto dos enfeites e as perninhas correndo de um lado para o outro. De férias, os primos Camila Matias Cardoso, de 7, moradora do Conjunto Teixeira Dias, e Leonardo Silveira das Chagas, de 5, do Bairro Jatobá, ambos no Barreiro, aproveitaram a tarde de terça-feira para ficar mais perto de Papai Noel. Afoitos, os dois entraram no jardim cercado da Praça da Liberdade, mas retornaram logo ao serem surpreendidos pelo segurança. Sem outro jeito, contemplaram de longe a figura de cinco metros do bom velhinho, enquanto a chuva não vinha.

Com tão pouco tempo de vida, Leonardo já tem lembranças de outros natais, e diz que “o mais legal” foi quando ganhou uma bicicleta, que, infelizmente, quebrou a roda. Mas não desanima. A expectativa é grande com a chegada de Papai Noel, que deverá trazer um carrinho com controle remoto. O desejo é ouvido pelo pai, Antonio Jacinto das Chagas, de 56, e pela prima Daiane Alves Azevedo, de 12. Sorridente, Camila já fez a sua escolha: a boneca Barbie que faz trança. “É por que, assim, a minha prima também pode fazer trança no meu cabelo”, conta a menina, que prefere o Natal ao seu aniversário, pois, no primeiro, “a gente ganha mais presentes”.

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