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Cuidado para não incentivar o consumo exagerado entre as crianças

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postado em 21/12/2009 11:24 / atualizado em 22/12/2009 08:25

Elaine Resende /

Arquivo pessoal
Eleger algumas datas entre aquelas celebradas na cultura da família pode nortear os pais nas compras de presentes para os filhos. Essa é uma das dicas da psicóloga Lais Fontenelle Pereira, para quem há limite na quantidade de mimos a serem oferecidos aos pequenos. "Presente é super legal, mas ao encher a criançada com eles os pais acabam incentivando o consumo exagerado", alerta.

À espera do terceiro filho, a assistente social judiciária Silvânia de Castro Souza, de 39 anos, e o marido, o mecânico Robson Lino de Souza, 40 anos, brincam que precisariam ser milionários para atender aos pedidos das crianças, principalmente do filho mais velho, Vítor, de cinco anos. Na frente da tevê, ele quer tudo o que é mostrado nas propagandas. “Se é brinquedo de menino ele pede para ele. Se for de menina, quer que a gente compre para as primas”, conta a mãe.

De modo geral, relata Silvânia, ela tenta se conter e presentear em datas especiais, como Páscoa, Dia das Crianças, Natal e no aniversário. Mas nem sempre é possível. “Um dia atrás estava com pressa e fui com o mais velho ao supermercado. Ele insistiu para eu levar um carrinho de R$ 25. Como eu não estava com disposição para enfrentar o ‘não’ dele, pensei que seria mais fácil gastar e resolver o problema”, diz.

Se por um lado ela tenta ser moderada, o marido vez ou outra chega com um brinquedo novo para o Vítor e o Guilherme, de 2 anos. “Agora que temos dois meninos, ele consegue realizar os sonhos que tinha quando criança e comprar aquele brinquedo que não teve. Certa vez, ele chegou em casa com um carrinho de controle remoto para nosso filho que, na época, estava com um ano. Ele nem sabia usar!”, recorda.

Para a psicóloga Lais Fontenelle, presentear fora de uma data especial também é positivo, já que, se feito com moderação, causa uma agradável surpresa. “Se você pode comprar algo e que lembre o filho, não tem problema. Só não vale virar um hábito porque a criança se acostuma e acaba exigindo mais”, orienta.
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