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Concerto de Natal reúne famílias

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postado em 21/12/2009 08:09

Carolina Cotta

Muita gente deixou o consumo de lado para ver a apresentação de orquestra e coral no Palácio das Arte
A música de Johann Sebastian Bach antecipou o Natal para quem foi no domingo ao Palácio das Artes, no Centro de BH. Centenas de pessoas interromperam as compras por outro programa tipicamente natalino, uma apresentação de cantatas. O Oratório de Natal, composto por Bach no século 18, foi executado em versão reduzida pelo Coral Cefet Minas, acompanhado pela Orquestra Pró-Cultura do Brasil e por solistas convidados. “É a história do Natal contada por meio da música de Bach”, explicou o maestro Lukas D'Oro,

O concerto original tem duração de três horas e reúne seis cantatas natalinas. Já a versão apresentada foi reduzida para uma hora. Segundo o maestro, a composição foi inspirada no evangelho de Lucas, intercalado com poemas, e é um exemplo de paródia musical, já que Bach pegou várias músicas dele mesmo, sacras ou não, e as adaptou e compilou. “O Oratório de Natal é muito extenso e evitam de montá-lo porque dá muito trabalho. Por isso resolvemos fazer um resumo, guardando o enredo da história de Natal. A apresentação é importante porque normalmente não se faria isso”.

A apresentação virou programa de família para o administrador Dilvo Fonseca e a esposa, Dayse Lima Fonseca, que foram ao Palácio das Artes acompanhados das filhas e netos, que moram em São Paulo. “Gosto muito de música clássica e corais. Acho que são uma boa preparação para o Natal”, afirmou Dayse, que tem o costume de assistir a concertos durante todo o ano. Para Dilvo, que sempre leva os netos para algum passeio quando estão na cidade, o programa de ontem tinha tudo a ver com a data. “Com essas músicas já vamos entrando no espírito do Natal, que não é só árvore e presentinho. A música nos integra com o espírito natalino”.

A psicóloga Cristiane Barros Vieira Lobato também levou as filhas Isadora e Carolina para ver a apresentação. “A música clássica toca as crianças. Elas relaxam, chegam a ficar até com um pouquinho de sono. É uma música que tranquiliza e mexe com a emoção, dando um significado emocional para a data, que não pode ser apenas consumismo”. Isadora ouvia atentamente a apresentação e só reclamou de não poder ver direito, já que só conseguiu lugar na última fila.
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