Minas Gerais: estado difusor da arte, como provam os festivais de inverno

Modelo de evento criado em 1967 se espalhou e consolidou MG como produtor cultural

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postado em 29/06/2015 19:44 / atualizado em 29/06/2015 21:17

Gustavo Perucci , Benny Cohen /



O pioneirismo de Minas Gerais no cenário nacional no que diz respeito aos festivais de inverno se deu nos idos da década de 1960. Durante muitos anos, o festival pilotado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foi realizado em Ouro Preto, passando depois por outros municípios, difundindo um legado importante e incentivando outras cidades a montar seus próprios festivais. Além de oferecer apresentações culturais, a essência desses eventos é o fomento, a criação e a troca de experiências artísticas. Nesse cenário, nasceu uma das mais importantes companhias de teatro do Brasil. Ao participar da oficina de teatro dos alemães Kurt Bildstein e George Froscher, do Teatro Livre de Munique, no Festival da UFMG de 1982, Teuda Bara, Eduardo Moreira, Wanda Fernandes e Antonio Edson decidiram criar o Grupo Galpão. %u201COs festivais foram fundamentais não só para o nosso início, mas para nossa história%u201D, conta Eduardo, lembrando de como uma oficina, em 1986, com o diretor Ulysses Cruz, ajudou o grupo em um momento de crise interna. %u201CÉ importante para a renovação do nosso trabalho. Fizemos oficinas determinantes para construção da nossa linguagem.%u201D Atualmente, o que se vê é uma valorização das produções locais das diversas manifestações artísticas %u2013 música, fotografia, cinema, teatro, dança e tantas outras. E quem ganha com isso, claro, é o vasto público que tem acesso a uma gama de shows e atrações culturais, em sua maioria gratuitas. Grande parte desses eventos tem como incentivadoras as universidades federais, mas também instituições de ensino privadas, prefeituras e associações comunitárias ou artísticas, com ou sem apoio da lei de incentivo à cultura. Os projetos fizeram tanto sucesso que os festivais de inverno espalhados por Minas têm hoje não apenas apelo cultural, mas também gastronômico e turístico. Mesmo com as dificuldades relacionadas ao corte de verbas das escolas federais, a programação é extensa. Com os festivais mais tradicionais mantidos, como o da UFMG, o de Ouro Preto e Mariana e o da Universidade Federal de São João del-Rei, e os vários outros programados, Minas mantém seu papel como um dos maiores centros produtores de cultura do país. No mapa abaixo, veja onde o estado terá festivais de inverno neste ano, programe suas escolhas e veja as distâncias para planejar sua viagem!
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leonardo
leonardo - 23 de Julho às 10:58
A reportagem falha ao não citar as maravilhosas edições em que o Festival de Inverno da UFMG foi realizado em Diamantina(MG), que também é Patrimônio Hist. e Cult. da Humanidade...
 
João
João - 05 de Julho às 22:56
Ué! Itapecerica também terá seu Festival de Inverno, aliás seu 20o. Festival. Veja programação em itapecerica.mg.gov.br
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