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EXPEDIÇÃO CULTURAL 4/10/16

O berço e a escola de um jovem ator

Filho dos fundadores do Armazém Companhia de Teatro fala sobre projetos e desafios de ter o espaço artístico do grupo como uma extensão de casa

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postado em 04/10/2016 09:30

Divulgação


Rio de Janeiro –
Jopa Moraes, filho dos fundadores do Armazém Companhia de Teatro, tinha apenas 4 anos quando se mudou para a capital fluminense. O galpão na Rua dos Arcos, 24, na Lapa, era uma extensão de sua casa. Inserido no universo cênico desde muito novo, foi natural o seu interesse pelas artes.
“Minha entrada no Armazém é porque eu sempre estive aqui de uma maneira ou de outra. Eu sempre estava muito por perto e interessado pelos processos de montagem”, conta Jopa. Em 2012, assumiu o design da companhia, mas não deixando de lado seu trabalho em um coletivo de quadrinhos e sua arte de fazer poesia. E foi em “O dia em que Sam morreu” (2014) que Joca deixou os bastidores para estrear nos palcos.
Dirigido por Paulo de Moraes e Maurício Arruda Mendonça, com direção musical executada ao vivo por Ricco Viana, o espetáculo dramatiza várias situações entorno de escolhas éticas que definem o destino de seis pessoas que se cruzam nos corredores de um grande hospital. Jopa foi escolhido para dar vida a Samuel.

Distinta semelhança
O processo de criação começou a partir do convite de uma produção para o Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto. “Foi quando as manifestações começaram por todo o Brasil, em 2013, e toda essa discussão política entorno da democracia e da legitimidade dos poderes. Foi então que o Armazém começou a trabalhar com essas temáticas e meu pai me convidou para trabalhar como ator. A princípio, comecei para fazer apenas a cena curta, que dura 15 dias, mas foi aí que começou a surgir as temáticas do Sam”, lembra.
Paulo queria um ator jovem e desafiou o filho a viver essa experiência. “Participei muito das manifestações, desde as do passe-livre até as dos professores. Estava muito envolvido com isso. A partir daí, foi um trabalho imenso para conseguir entrar em cena e fazer esse personagem que era tão próximo a mim e ao mesmo tempo tão distante. Era um personagem com ideias muito parecidas com as minhas, mas com outro tipo de vida”, explica Jopa.
No momento, ele faz o Gato Que Ri no espetáculo “Alice através do espelho”. “Quando o Alice... estreou, eu tinha 3 anos de idade. Fazer esse personagem agora, aos 21 anos, é sensacional. É uma chance muito interessante de compreender de maneira complexa e racional algo que eu compreendia muito de um jeito sensorial”, conta o ator. Jopa também se juntou a Paulo de Moraes para escrever a última peça da companhia: “Inútil a chuva” (2015).
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