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EXPEDIÇÃO CULTURAL 22/9/16

Uma família dedicada ao hip-hop

Integrantes do Grupo Impacto, três irmãos de Viçosa falam sobre a tradição de dança de rua na cidade e dentro de casa

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postado em 22/09/2016 10:05 / atualizado em 23/09/2016 14:19

EM/D.A Press


Família, garra e perseverança. É assim que os dançarinos definem o Grupo Impacto. Nos 20 anos de existência e seis de dança profissional, o elenco mudou muitas vezes, mas a vontade de pesquisar as danças urbanas se perpetuou. De fato, o grupo sempre foi uma família. É o primo que chamou o outro, o amigo que apresentou a dança ao colega, o tio que era dançarino e até mesmo o irmão mais velho que levou os outros dois a se interessarem pelo hip-hop.

Esse é o caso de Rafael Tiko, Rariel Escolastico e Ramon Escolastico. Os três jovens mostram o forte poder da influência da dança vindo de uma mesma família no Bairro Nova Viçosa. Morando em uma pequena e aconchegante casa de Viçosa, ao lado da mãe, que trabalha como doméstica, e do pai, que é porteiro, os meninos encontraram no hip-hop um sonho para o futuro.

Não foi fácil. Para se manterem no núcleo de dança, tiveram de passar por vários perrengues, como enfrentar mais de 1 hora de caminhada nos dias de chuva e encarar as fatídicas revistas policiais ao chegar tarde da noite em seu bairro. Além do mais, se dedicar para tirar notas boas na escola era essencial – caso contrário, a mãe não deixava que eles dançassem.

Primeiros passos na creche
Assim como os outros integrantes que vieram de projetos sociais e governamentais, Rafael despertou sua paixão durante uma oficina de dança na creche. “Começaram a ensinar dança lá e eu me interessei. O professor era o Cleison, que continua firme dançando na companhia. Foi ele que me apresentou o projeto do núcleo de danças urbanas. Fiquei curioso, fui e logo me encantei por tudo aquilo”, relembra Rafael.

Com o Rafael já empenhado, o irmão do meio – apenas um ano mais novo, Rariel, seguiu os passos (ou as coreografias) do primogênito. “Na época eu tocava percussão, gostava era de jogar bola. Eu não gostava de dançar. Mas aí teve uma apresentação que a gente foi fazer na percussão em uma praça e o Grupo Impacto se apresentou depois. Vi eles dançando e pensei: ‘Nossa, que massa. Como faço para entrar nisso?’”

Já se passaram seis anos desde que a trajetória da dança começou para esses meninos e, agora, é a vez do caçula, Ronan, tentar uma vaga no Grupo Impacto. Como a própria diretora da companhia, Patrícia Lima, diz: “‘Ele está na tampa da panela.” Segundo Ronan, a paixão pela dança começou após ver uma apresentação de Rafael. “Irmão mais novo sempre tenta copiar o irmão mais velho, então comecei a andar que nem ele, com as roupas... tudo. Aí entrei no núcleo de dança na turma de iniciante.”
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