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EXPEDIÇÃO CULTURAL 2/9/16

Relatos de um espetáculo olímpico

Artistas do Grupo Corpo contam os desafios de apresentar, de maneira inédita, um espetáculo da companhia na Rio 2016

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postado em 02/09/2016 12:47 / atualizado em 02/09/2016 15:41

AFP


Dez dias após a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o Grupo Corpo relata a experiência inédita com brilho nos olhos. A companhia encantou o Maracanã e os quatro cantos do mundo com a leveza dos movimentos ao som da trilha composta por Tom Zé e José Miguel Wisnik. Parte do espetáculo “Parabelo” (1997) deixou uma marca mineira com um ‘jeitinho’ nordestino.

O Grupo Corpo conta à Expedição Cultural Estado de Minas um pouco da escolha do repertório e os desafios da apresentação na festa de despedida da Rio 2016. 

Relatos dos bastidores

Paulo Pederneiras,
diretor artístico do Corpo
“É uma experiência única. Para um evento como o encerramento da Olimpíada, além do público  no Maracanã, teríamos também bilhões de pessoas assistindo ao espetáculo pela televisão. E foi isso que me convenceu a topar essa participação. Nós enfrentamos um desafio, que foi a chuva. Quando soubemos da possibilidade, fiquei meio em pânico.”

“Com mais de 40 anos de grupo, eu nunca pensei que faríamos um espetáculo com o chão molhado. Eu não sabia o que fazer, porque o tipo de piso que a dança exige, se molhado, ninguém para em pé, escorrega bastante. Tive de pensar em outra maneira e fizemos testes com outros tipos de piso e encontramos um que funcionaria com água. Se não chovesse, nós teríamos que molhar o piso.”

“Então, esse foi o momento mais difícil, mas então ele foi solucionado e eu fiquei muito feliz com o resultado. Eu achei que eles dançaram maravilhosamente bem.” 


Rodrigo Pederneiras,
coreógrafo do Corpo
“Participar de um evento desta dimensão é fantástico. Você no meio do Maracanã, com 60 mil pessoas aos berros, foi como se fosse um gol do Flamengo. “Parabelo”, o balé escolhido, fala do Nordeste e encaixou perfeitamente com o tema de encerramento da Olimpíada. Tive que fazer uma adaptação, cortar música e montar algo especial para aquele momento. Acho que deu muito certo.” 


Relatos do palco

Janaina Castro,
Bailarina do Corpo
“Foi super emocionante. Estar inserido na programação de uma abertura ou um encerramento como esse, mostra que a gente também é patrimônio e merece ser mostrado e ser visto. A gente não sabia o que esperar porque a plataforma é muito diferente. A gente dança em uma caixa fechada, lá nós estávamos dançando em um lugar aberto para 60 mil pessoas. E foi tão rápido! A gente costuma dançar duas horas e lá nós apresentamos no máximo quatro minutos. Foi muito rápido, mas muito intenso.”


Silvia Gaspar,
bailarina do Corpo
“Uma experiência muito diferente. A resposta do público era automática. Começou o espetáculo e, de repente, a música dá uma bombada e o público bombou junto. A vontade que eu tinha era de tirar os fones da orelha. Senti que o pessoal daqui se sentiu representado de ter alguém de Minas Gerais. As pessoas ficaram orgulhosas.”
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