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EXPEDIÇÃO CULTURAL 29/8/16

O desafio de falar para crianças e adolescentes

Artista da Trupe de Truões fala sobre os encantos e os cuidados de trabalhar com a linguagem de teatro voltada para o público infantojuvenil

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postado em 29/08/2016 11:14 / atualizado em 02/09/2016 12:19

Trupe dos Truões/Divulgação























Ator, iluminador, produtor e professor de teatro, Ronan Vaz é licenciado em artes cênicas e graduando em Artes Visuais pela Universidade Federal de Uberlândia (MG). Num bate-papo com a Expedição Cultural, Ronan Vaz responde sobre como sua história se cruzou com a da Trupe de Truões, a montagem mais marcante, além dos desafios enfrentados ao trabalhar com o público infantojuvenil. 

Três perguntas para Ronan Vaz

Como você conheceu a Trupe de Truões? 
Nós começamos como um grupo universitário, mas a trupe nasceu em 2002 e eu cheguei na universidade em 2003. Então, em um primeiro momento pude conhecer o grupo como espectador. Na época, eles estavam ensaiando “Rapunzel” (2004) e eu me encantei com a linguagem do teatro infantojuvenil. Paulo Merisio, diretor do grupo, foi meu professor, assim como o de todos os outros integrantes do grupo. E foi dessa forma que conheci a Trupe de Truões. Em 2005, surgiu a oportunidade de participar do elenco de um dos espetáculos. A partir disso, continuei envolvido nas produções contribuindo como ator e técnico de iluminação.

Qual foi o espetáculo mais marcante para você?
Dentro da perspectiva do teatro infantojuvenil, o “Simbá, o marujo” (2008) é um espetáculo marcante por vários motivos. É uma peça que já está em nosso repertório há oito anos e que estreou no momento de transição da nossa saída da universidade para a busca profissional. Por meio dele, muitas portas se abriram para nós e fizemos nossa primeira turnê nacional. É um espetáculo que tem uma excelente recepção não só para crianças, mas também para os adultos. Isso acaba respaldando uma premissa nossa de que o nosso teatro antes de ser infantojuvenil, ele é sem fronteiras etárias. 

Qual é o maior desafio de trabalhar com o público infantojuvenil?
Percebo que em relação ao público infantojuvenil, o desafio é lidar com uma característica dessa faixa etária: eles são muito sinceros. Ou eles gostam ou gostam. Não há meias verdades. Mas, a trupe abraçou o fazer teatro para esse público e é muito instigante quando encontramos desafios. Quando uma criança não reage da forma que nós esperamos, isso nos impulsiona a querer descobrir como acertar para conseguirmos estabelecer um diálogo com esse espectador. 
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