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GEOGRAFIA

Brasil, um país de jovens?

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postado em 07/07/2016 14:36 / atualizado em 07/07/2016 15:45

Lívia Machado

Qual o tamanho da população brasileira? Quantos são homens e quantos são mulheres? Há mais pessoas de 10 a 24 anos ou de 25 a 39 anos no Brasil? Estas e muitas outras perguntas podem ser respondidas a partir de uma busca no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesta quarta-feira (06.07), são completados 82 anos desde a criação do órgão, em 1934, ainda com o nome de Instituto Nacional de Estatística. 

Muito mais do que matar a curiosidade, as informações produzidas, analisadas e divulgadas pelo IBGE são estratégicas para conhecer a realidade brasileira, para o exercício da cidadania e para auxiliar gestores públicos na tomada de decisões e na criação de políticas públicas. Um dado importante, por exemplo, é a pirâmide etária brasileira - aqui você pode interagir e conhecer a evolução dela.

Reprodução - IBGE
A pirâmide etária mostra de um lado a quantidade de homens e do outro a quantidade de mulheres. Na base da pirâmide há a faixa jovem (10 a 19 anos), no meio, a população adulta (20 a 59 anos) e no topo, os idosos (60 anos ou mais).

O formato de uma pirâmide é, genericamente, um dos indicadores do nível de desenvolvimento de um país. Países subdesenvolvidos tendem a ter pirâmides com base larga e topo estreito. A base larga indica que a taxa de natalidade é alta, que o local tem muitos jovens. Assim, a tendência é que haja gastos elevados com saúde e educação e um número grande de pessoas que não estão trabalhando, por não estarem em idade ativa. O topo estreito indica que há baixo número de idosos, o que sugere que a expectativa de vida seja baixa.

Já em países desenvolvidos, a base tende a ser mais estreita, já que a taxa de natalidade é baixa. O número de adultos é maior, ou seja, há mais pessoas integrando a População Economicamente Ativa. E, proporcionalmente, há maior número de idosos, uma vez que a expectativa de vida é mais alta.

O Brasil está passando por um processo de transição demográfica. Na década de 1970, tínhamos a pirâmide típica dos países subdesenvolvidos, com a base muito larga (mais da metade da população tinha entre 0 e 19 anos), menor quantidade de adultos e pouquíssimos idosos. Nesta época, era muito alta a taxa de fecundidade da mulher brasileira (em 1960 as mulheres tinham, em média, seis filhos e hoje a taxa é de aproximadamente 1,5 filho por mulher).

Já em 2010, podem-se perceber mudanças consideráveis no padrão demográfico brasileiro. De acordo com o último censo do IBGE (2010), mais de 50% da população brasileira está na fase adulta e o número de idosos cresceu consideravelmente, contemplando 10% da população, com tendência a aumentar ainda mais.

Essas mudanças decorrem, principalmente, do processo de urbanização, que levou à redução da taxa de fecundidade das mulheres brasileiras. É importante ressaltar que a pirâmide é um indício de desenvolvimento, mas há vários outros aspectos que precisam ser considerados na categorização de um país como desenvolvido.

 Histórico

O primeiro recenseamento demográfico da população brasileira foi feito em 1872, quando o Brasil tinha 9,9 milhões de habitantes. Até o início do século XX, a população chegou a aproximadamente 16 milhões de pessoas. Nesta época, havia altas taxas de natalidade e de mortalidade, não levando a um aumento tão significativo da população.

Entre 1940 e 1970 a população do país mais do que dobrou, passando de 41 milhões de habitantes para 93 milhões. Foi a época da explosão demográfica, ocasionada, sobretudo, pela revolução da medicina, que levou a um aumento considerável da expectativa de vida dos brasileiros.

Entre 1970 e 2000, a população continuou crescendo, chegando a 170 milhões de pessoas. Apesar do aumento, não houve a duplicação no mesmo período de 30 anos. Isso se deveu, principalmente, à redução da taxa de natalidade, que está relacionada ao processo de urbanização e suas consequências, como a maior integração das mulheres no mercado de trabalho, o uso de anticoncepcionais e o alto custo para criar um filho nas cidades. Atualmente, nossa população já ultrapassa os 200 milhões de habitantes, mas continua havendo redução da taxa de fecundidade da mulher brasileira.

No Brasil, ainda temos crescimento vegetativo positivo, ou seja, a taxa de natalidade é maior do que a taxa de mortalidade. Há países, como o Japão, em que essas taxas são muito semelhantes, o que caracteriza um crescimento vegetativo neutro ou nulo. Há locais, ainda, em que o crescimento vegetativo é negativo, com taxa de natalidade menor do que a de mortalidade. Essa situação é mais comum em países tomados por conflitos ou epidemias, mas também pode ser encontrada em países desenvolvidos, com alto número de idosos.

Artigo produzido por Percurso Pré-Vestibular e Enem.



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