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Ressaca e a biologia do corpo humano

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postado em 26/02/2016 08:18 / atualizado em 26/02/2016 08:46

Prof. Ângelo Bagni , Prof. Pagy

Churrasco, diversão, bares,cerveja, encontro de família, catuaba, paquera, balada, vodka e cachaça... Todos esses elementos são tão certos ou tão constantes em um final de semana do mineiro quanto a ressaca depois.

Marco Di Lauro/Independent
 

Dor de cabeça, gosto de “cabo de guarda-chuva” na boca, enjoo, tontura... é uma beleza!

Mas afinal, o que é a ressaca? Implacável, ela vem e nos atinge em cheio, provocando a sensação universal do “nunca mais vou beber assim!” que dura até... o próximo fim de semana ou qualquer outra ocasião que favoreça a ingestão (não muito moderada) de álcool.

A ressaca é a combinação de fatores que incluem a intoxicação pelo álcool (e seus desdobramentos) e a desidratação prolongada provocada pela ingestão do álcool.

Percurso/Internet
 

Foi ao banheiro pela primeira vez...

O álcool inibe a liberação de um hormônio que atua nos nossos rins. Este hormônio, ADH, sigla em inglês para o hormônio anti-diurético, é responsável em manter a água no nosso corpo, fazendo com que boa parte da água que é filtrada pelos nossos rins seja reabsorvida, resultando na formação de uma urina mais concentrada, com menos água. Poupar água para o organismo é uma estratégia fundamental de sobrevivência adotada por todos os seres vivos que habitam a terra firme!
Uma vez que o hormônio ADH tem sua ação inibida pela concentração (crescente) de álcool que ingerimos, e somando-se os vários copos de cerveja que bebemos, o resultado da matemática é simples: as idas ao banheiro aumentam muito e elimina-se mais água do que normalmente se ingere - o resultado dessa conta é um déficit que será sentido a posteriori.

Incansável fígado!

Outro ator nessa importante epopeia etílica é o nosso fígado, principal órgão responsável em metabolizar as substâncias tóxicas que são lançadas na corrente sanguínea. Os hepatócitos, células do fígado, são ricos em organelas especializadas em promover a quebra do álcool em substâncias menos nocivas à nossa saúde. Os peroxissomos e os retículos endoplasmáticos lisos dispõem de enzimas como a álcool desidrogenase que transformam o álcool em acetaldeído (produto intermediário e muito tóxico). O acetaldeído é o cara que provoca todos os sintomas adversos que fazem com que você se sinta um lixo-humano: dor de cabeça (também provocada pela desidratação), náuseas, ânsia de vômito, sensibilidade à luz tantos outros - quem já passou pela experiência sabe bem descrever.

Felizmente, o fígado produz outra enzima, a aldeído desidrogenase, que transforma o acetaldeído em acetato, produto atóxico e que não provoca efeitos negativos no nosso organismo.

 

Curiosidade: na população em geral há uma parcela de indivíduos que produzem menos a enzima aldeído desidrogenase (sobretudo mulheres) . Isso faz com que os efeitos negativos da ressaca sejam prolongados para essas pessoas, o que as torna menos propensas ao alcoolismo, já que essa deficiência funcionaria como um mecanismo fisiológico punitivo. E ninguém gosta de ser punido, certo?

Até que todo o álcool ingerido seja eliminado a partir dos processos mencionados acima, o seu organismo trabalha duro, podendo gerar, em casos de abuso, os sintomas tão indesejados.

No final, as recomendações (já muito conhecidas e pouco praticadas) são: evitar o excesso e hidratar-se o máximo possível! Se não conseguir, boa ressaca e que venha 2016!

Ângelo Bagni e Pagy são professores de Biologia do Percurso Pré-vestibular e Enem.



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