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Vestibular da Faculdade Ciências Médicas MG

Músculos: Fazendo os animais se moverem

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postado em 10/11/2015 07:34 / atualizado em 10/11/2015 10:09

Prof. Ângelo Bagni



Podemos correr, dançar, nadar, movimentar. Para isso contamos com nossos músculos que, quando ligados ao esqueleto, são denominados músculos estriados esqueléticos e têm seus movimentos controlados pelo sistema nervoso central. O movimento gerado é voluntário, ou seja, depende da nossa vontade. Você pode usar os seus músculos que controlam o movimento dos olhos, para parar de ler este texto e observar a paisagem. Basta querer.

A fisiologia da contração voluntária conta com estruturas microscópicas da célula muscular e do sistema nervoso. Para entendermos bem esse processo, precisamos conhecer alguns detalhes da estrutura muscular.

Otniel Souza/Percurso
 

A figura destaca as células musculares com suas miofibrilas de proteínas, denominadas actina e miosina, que organizam-se formando unidades de contração denominadas sarcômeros. Na contração, o sarcômero encurta com o deslizamento dos filamentos de actina sobre os de miosina.

Para ocorrer a contração, uma fibra muscular deve ser estimulada. O estímulo chega por um neurônio que libera, no terminal sináptico, um neurotransmissor chamado acetilcolina. Assim, é gerado um potencial de ação que percorre a membrana plasmática, o túbulo t (ver figura) e chega á uma organela citoplasmática denominada retículo sarcoplasmático. Essa organela armazena íons cálcio e, com a chegada do estímulo, ocorre o deslocamento desses para o sarcômero. A chegada dos íons cálcio expõem sítios de ligação da miosina que antes estavam ocultos. A actina liga-se à miosina e desliza sobre essa, encurtando o sarcômero e promovendo a contração muscular.

Internet
 

Alguns músculos podem não ser percebidos e são desconhecidos por muitos. Eles geram movimentos no nosso sistema digestório, nas nossas veias, artérias e não dependem da nossa vontade para trabalhar. São denominados músculos lisos e possuem contração lenta e involuntária, estando sob o controle do sistema nervoso autônomo.

Todo o seu corpo é construído por células. Elas dependem da chegada de alimento, oxigênio e precisam perder resíduos da respiração e do metabolismo de proteínas e ácidos nucleicos. Para isso, contamos com fluxo sanguíneo constante que traz o que é necessário e leva o que vai ser eliminado. O movimento do sangue tem como principal origem as contrações do coração – órgão construído de músculo estriado cardíaco que independe do sistema nervoso central para contrair e possui automatismo próprio. Os estímulos para sua contração são gerados em uma região chamada nódulo sinoatrial. Se você está triste ou não está gostando deste texto, não pode causar a própria morte parando, de forma voluntaria, o seu coração.

Assim compreendemos que nosso corpo é constituído por diversos tipos musculares que atuam em locais diferentes e de formas distintas e que nossa qualidade de vida depende do bom funcionamento dessas estruturas.

Ângelo Bagni é professor de Biologia do Percurso Pré-vestibular e Enem.

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