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HISTÓRIA GERAL

1º Guerra Mundial: a construção da hegemonia norte-americana

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postado em 19/06/2015 16:26 / atualizado em 20/06/2015 10:51

Percurso Pré-vestibular /ENEM



Causada pelo imperialismo do séc. XIX, a Primeira Guerra Mundial ou a "Grande Guerra" - como era conhecida - foi a primeira guerra em escala mundial e industrial da humanidade. Também considerada o maior laboratório de tecnologias de destruição em massa da era contemporânea, onde morreram mais de 9 milhões de pessoas, entre combatentes e civis. Ao fim dela, o Estados Unidos da América deixam de ser um país periférico e se tornam uma potência mundial.
Durante a maior parte da Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918), os Estados Unidos mantiveram postura isolacionista. Na época, a opinião pública era contra a participação no conflito. Nesse período o país possuía um exército de apenas 100 mil homens e praticamente não havia unidades mecanizadas. Para ter uma ideia, o jovem oficial Patton tentava convencer, sem sucesso, seus superiores a vantagem dos tanques e blindados em relação a cavalaria.

Departamento de Estado dos EUA

Só depois de ataques a navios mercantes e de passageiros com americanos por parte da Alemanha, e muita propaganda do governo, foi que o país, em abril de 1917, decidiu entrar no conflito. "É importante ressaltar que a guerra era muito mais controversa na época do que se acredita hoje. Havia muita discordância nos EUA. Muitos americanos, principalmente no sul e no oeste, não estavam nem um pouco convencidos de que a América devia participar", diz o historiador Michael Neiberg, PhD em história e professor da Universidade do Southern Mississippi.
A entrada norte-americana no conflito foi decisiva para a vitória da Tríplice Entente ou Aliados (Rússia, França e Inglaterra), pois todos os países envolvidos enfrentavam graves crises internas. A Rússia enfrentava a revolução bolchevista, na França as tropas se amotinaram, na Inglaterra a economia estava à beira do colapso.
Mesmo entre as Potências Centrais ou Tríplice Aliança (Alemanha e Império Austro-húngaro) a situação estava deteriorada, uma vez que as dificuldades de abastecimento eram enormes.

Autor desconhecido - Departamento de Estado dos EUA

É importante entender que desde o início, os EUA financiavam o esforço de guerra da França e Inglaterra, sem, no entanto, deixar de ser neutro. Entretanto a ameaça de uma derrota da Entente, poria em risco os investimentos norte-americanos nesses países levou, aos poucos, o país a guerra. Os acontecimentos se precipitaram quando a Alemanha declarou ao presidente Wilson sua intenção de bloquear as ilhas britânicas e a França, tornando perigosa a situação dos navios neutros. A campanha da imprensa igualmente estimulou a entrada dos EUA na guerra. Em abril, o Congresso Americano, por intervensão de Wilson, declarou guerra à Alemanha.

San Diego Air and Space Museum
 

A entrada em cena do exército americano quebrou o equilíbrio, já precário, mantida pelas Potências Centrais. Diplomaticamente, a maioria dos países da América Latina declararam guerra às Potências Centrais.

Zimmermann: uma curiosidade que mudou a opinião pública americana para a guerra.

Um dos episódios que fortaleceram a participação americana na guerra foi o telegrama Zimmermann. Tratava-se de uma mensagem em código do secretário do Exterior Arthur Zimmermann ao embaixador alemão no México. Zimmermann negociava com México a declaração de guerra aos EUA para recuperar os territórios perdidos na guerra mexicano-americana. O telegrama acabou interceptado e decodificado pela inteligência britânica. A Alemanha desejava que os Estados Unidos ameaçados com a possibilidade de trazer a guerra para a América, desistissem de interferir no conflito europeu. O efeito foi o contrário na opinião pública.

Artigo do Percurso Pré-vestibular e Enem.

 

Fonte: Departamento de Estado dos Estados Unidos da América - http://www.state.gov/

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