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Estudantes de Contagem conquistam medalha de bronze em olimpíada de raciocínio na Grécia

Alunos da Grande BH voltam para casa com experiências inesquecíveis e muito orgulho na bagagem

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postado em 18/06/2017 06:00 / atualizado em 18/06/2017 07:59

Junia Oliveira /

Arquivo Pessoal/Divulgação

Eles viajaram até a Ilha de Creta, na Grécia, para enfrentar mentes habilidosas de todo o mundo, mostrar espírito de equipe e capacidade na solução de problemas durante a 9ª Olimpíada de Raciocínio Mind Lab. E fizeram bonito. Quatro alunos do 6º e 7º anos do ensino fundamental do Instituto Eros Gustavo, escola do Bairro São Caetano, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, voltaram para casa trazendo a medalha de bronze conquistada no Mundial e muito orgulho pela participação. Na categoria escola pública, os outros representantes da delegação brasileira, estudantes da Escola Municipal Visconde de Mauá, da cidade de Portão (RS), levaram o ouro.

Da escola de Contagem, Matheus Henrique Mendes Rodrigues, Tiago Araújo Vidal e Amanda Coura Fernandes, de 11 anos, do 6º ano, e Lorrayne Marayze Silva de Oliveira, de 12, do 7º ano do fundamental, competiram com estudantes de diversas nacionalidades – australianos, italianos, britânicos, romenos, turcos, entre outros, em quatro dias de competição, entre 11 e 15 deste mês. A olimpíada é organizada anualmente, com o objetivo de motivar estudantes de escolas públicas e privadas a pôr em prática o aprendizado com jogos de raciocínio de tabuleiros e on-line, trabalhados em sala de aula uma vez por semana, como parte da grade curricular. Os games são resultado do MenteInovadora, programa voltado para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais da Mind Lab – organização especializada em sistemas de aprendizagem dessa área.

Embora a escola já tenha faturado medalhas em edições anteriores da etapa internacional da olimpíada, Mateus, Tiago, Amanda e Lorrayne competiram pela primeira vez. Antes de chegar à Europa, Lorrayne estava ansiosa com tanta novidade e apostava que, apesar de a olimpíada ser disputada, os colegas conseguiriam manter o foco, apoiar uns aos outros e trabalhar em equipe no Mundial. O resultado mostra que a menina, que faturou o terceiro lugar individual defendendo o Brasil com o jogo octi, não estava errada. A mãe dela, que também integrou a delegação brasileira, a analista de sistemas Ludmila Letícia da Silva Oliveira, de 34, lembrou que foi a primeira viagem internacional da família, e se declarou eufórica pela filha: “Sem estudo, ninguém vai a lugar algum. É muito bom ver o crescimento dela e como a escola está ajudando nisso”.

INTERCÂMBIO Outra atleta, Amanda Coura, segundo lugar individual no jogo abalone, contou que todos treinaram bastante para chegar a este ponto. “Estou muito feliz, porque essa oportunidade não são todos que têm.” Experiências que, com certeza, os alunos guardarão para o resto da vida e contarão para muita gente. Na Grécia, nem o idioma foi barreira. O primeiro compromisso oficial foi um passeio cultural, para que as crianças conhecessem um pouco da ilha e pudessem interagir com seus “adversários”. No dia seguinte, as competições começaram com um torneio virtual que selecionou os melhores jogadores. Depois, cada atleta enfrentou cara a cara seu oponente.

A ideia é que matemática e lógica sejam a chave para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais de maneira mais lúdica, mas que traz reflexões profundas. “A mensagem é que tudo é possível, desde que você se esforce. Os atletas trabalham o tempo todo resolvendo situações-problema trazidas pelos próprios jogos. Em um deles, por exemplo, o aluno joga decidindo entre caminhar pelo tabuleiro ou pôr uma barreira. A moral da história mostra o quanto na vida você está preocupado em caminhar ou bloquear o caminho do outro, entendendo que, em algum momento, as barreiras que são colocadas para os outros terão de ser ultrapassadas”, explica a diretora pedagógica da Mind Lab, Sandra Garcia. “Fico muito feliz, porque essa olimpíada premia independente do universo sociocultural do estudante.”
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