SIGA O EM

Inep minimiza problemas no Enem e faz balanço positivo

Problemas ocorridos em duas escolas, uma no Distrito Federal e outra no Pará, foram admitidos, mas segundo o Inep e o MEC, os alunos prejudicados pela falha poderão realizar as provas em dezembro

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
[{'id_foto': 1084484, 'arquivo_grande': '', 'credito': 'A presidente do Inep, Maria In\xeas Fini (esq), acompanhada da secret\xe1ria executiva do MEC, Maria Helena Guimar\xe3es de Castro, divulga balan\xe7o do primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino M\xe9dio (Enem)', 'link': '', 'legenda': 'Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag\xeancia Brasil', 'arquivo': 'ns62/app/noticia_127983242361/2016/11/05/821336/20161105212603215536o.jpg', 'alinhamento': 'center', 'descricao': ''}]

postado em 05/11/2016 19:55 / atualizado em 05/11/2016 21:27

Agência Estado

A presidente do Inep, Maria Inês Fini (esq), acompanhada da secretária executiva do MEC, Maria Helena Guimarães de Castro, divulga balanço do primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)
 

Brasília, 05 - Representantes do Inep e do Ministério da Educação (MEC) fizeram um balanço positivo hoje do primeiro dia de provas do Enem. Em coletiva de imprensa no início desta noite, eles informaram que as provas foram feitas normalmente em 16.071 locais (97% do total). Em outros 405 locais alunos não fizeram os testes, em função das ocupações.

"Foi muito tranquilo, mesmo nos locais em que os alunos foram impedidos de comparecer. O balanço é extremamente positivo", disse a secretária executiva do MEC, Maria Helena Guimarães. "Monitoramos escolas, avisamos os alunos, os coordenadores estavam preparados para receber quem não tinha consultado o cartão de informação. Foi positivo", reforçou a presidente do Instituto Nacional de Escolas e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do Enem, Maria Inês Fini.

As representantes também minimizaram os problemas ocorridos em duas escolas, o Centro de Ensino Médio Ave Branca (Cemab) de Taguatinga, cidades satélite do Distrito Federal, e a Unidade Amazônia da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em Santarém, Pará. Nestes locais, alunos receberam mensagens por celular na manhã de hoje comunicando o adiamento das provas, em função de ocupações.

No entanto, estudantes que desconfiaram da informação foram aos locais e encontraram os portões abertos. Eles acabaram realizando as provas normalmente.

O Inep e o MEC reconheceram a falha na comunicação e disseram que alunos destas duas escolas que não compareceram aos locais em função das mensagens farão as provas em 3 e 4 de novembro. Já quem fez a primeira bateria de testes hoje precisa realizar as demais provas neste domingo, dia 6.

"Houve um equívoco dos coordenadores destes locais (Taguatinga e Santarém), no envio destes dados ao Inep. Mas todos os estudantes (que não fizeram provas em função do erro) vão realizar as provas em dezembro", confirmou Maria Inês.

A diretora de Gestão e Planejamento do Inep, Eunice de Oliveira Ferreira Santos, disse que o equívoco ocorreu na transmissão da mensagem, pelos coordenadores, sobre a situação destas duas escolas. Por outro lado, ela reforçou que o primeiro dia de provas foi bem sucedido. "O processo estava muito tumultuado. A sociedade precisa compreender o processo neste momento", comentou. "Conduzir o Enem não é fácil", reforçou.

Ocupações

Em função dos protestos contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do teto de gastos e a reforma do ensino médio, estima-se que 271 mil estudantes farão provas em 3 e 4 de dezembro. Hoje, 8.627.248 estudantes estavam inscritos para a prova, mas o Inep não divulgou uma parcial de abstenções. Também não foram passadas informações sobre quanto custará aos cofres públicos a realização de novas provas em dezembro.

O Inep informou ainda que, caso ocorram novas ocupações de hoje para amanhã e alguns locais sejam interditados, os estudantes que já fizeram provas neste sábado terão que fazer todas as provas novamente em dezembro. Mas a instituição afirmou que não trabalha com esta possibilidade.

O governo também está atento à possibilidade de judicialização do exame. "Não só a área técnica, como o próprio Ministério da Educação está atento. Todas as providências serão tomadas rapidamente. Liminares podem acontecer, mas as medidas serão tomadas rapidamente pelo Inep, pelo MEC e pela AGU (Advocacia Geral da União)", disse Maria Helena.

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
600