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Índice de qualidade da educação no Brasil e em Minas fica abaixo da meta

Desenvolvimento está paralisado nas séries finais do ensino fundamental e no médio, com notas abaixo das metas, aponta o Ideb. Somente anos iniciais cumpriram objetivo

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postado em 09/09/2016 06:00 / atualizado em 09/09/2016 07:21

Landercy Hemerson

A qualidade do ensino médio estagnou no Brasil nos últimos quatro anos. Pelo menos é o que aponta o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2015, divulgado na tarde de ontem pelo Ministério da Educação (MEC). A marca de 3,7, a mesma desde 2011, ficou distante da meta de 4,7. O agravante, é que desde 2013 os números não atingem média estipulada pelo MEC.Situação também complicada em Minas Gerais, já que além de não atingir a meta nos últimos quatro anos, o Ideb do ensino médio segue em queda. Em 2015, apenas os estados do Amazonas e Pernambuco fizeram o dever de casa e fecharam dentro do objetivo. De positivo, os alunos dos anos iniciais do ensino fundamental no país continuam alcançando as metas atingidas e, desde 2009, o mesmo ocorre nas escolas mineiras.

A última vez que a meta do ensino médio foi cumprida no país, em 2011, o indicador era de 3,7. Como o Ideb é bienal, as metas seguintes eram de 3,9 em 2013 e de 4,3 em 2015, mas o índice se manteve em 3,7. “São índices absolutamente vergonhosos para o Brasil”, resumiu o ministro da Educação, José Mendonça Bezerra Filho, durante apresentação dos dados na tarde de ontem. Mendonça chegou a sugerir mudança da grade curricular nas três séries que antecedem o ensino superior. De acordo com dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), braço do cálculo do Ideb, o desempenho em matemática é o pior em uma década.

Em Minas Gerais, o último indicador dos alunos do ensino médio também foi de 3,7, apesar da marca estipulada pelo MEC de 4,7. A avaliação dos estudantes mineiros da rede estadual pública esteve abaixo da meta pela segunda vez desde 2013. Nas três medições anteriores do Ideb, o objetivo proposto foi cumprido. Este ano, o índice foi de 3,5, e a meta era de 4,4. Na rede privada do estado, onde a avaliação é feita por amostragem, a situação é ainda mais crítica: desde a criação do indicador em 2005, não foram alcançadas nenhuma das marcas estipuladas pelo ministério.

Em relação ao ensino fundamental, o índice mais satisfatório foi nos anos iniciais (1º ao 5º). A meta de 5,2 foi superada, com marca de 5,5, mas segundo o MEC, as crianças seguem com deficiências em português e matemática. A maioria das unidades da Federação cumpriu a meta, com exceção de Amapá, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Minas, pela quarta vez consecutiva, alcançou o objetivo, sendo que neste último Ideb registrou 6,3, quando a meta era de 6,0.

No Brasil, do 6º ao 9º anos do ensino fundamental, o Ideb não atinge a meta desde 2013. “Um dado absolutamente negativo”, destaca o ministro. Em 2013, o objetivo era índice de 4,4 e resultou em 4,2. No ano passado, ficou em 4,5, quando o ideal seria 4,7. Ao contrário da faixa anterior, a maioria das unidades de Federação ficou abaixo do esperado: só se saíram bem os estados de Pernambuco, Amazonas, Mato Grosso, Ceará e Goiás. Nas escolas mineiras, pela primeira vez a meta não foi cumprida nos anos finais do ensino fundamental, desde a criação do indicador: A marca foi de 4,8, diante da meta de 5,0.

“Infelizmente, o Brasil está mal. Não é algo que a gente possa celebrar. Estamos muito distantes da educação de qualidade”, admitiu Mendonça Filho, salientando que reforçará junto ao Congresso Nacional a aprovação de um projeto de lei que prevê uma reformulação do currículo do ensino médio. O projeto estabelece turno integral e disciplinas focadas na área de interesse que o aluno pretende seguir no ensino superior. Se não houver aprovação do projeto no Congresso, Mendonça diz que apelará ao presidente Michel Temer para a edição de uma Medida Provisória.
A Secretaria de Educação de Minas Gerais informou que somente hoje vai falar sobre os números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A justificativa é que, “como não houve divulgação preliminar dos dados para os estados, fez-se necessária uma análise por parte da secretaria.” (Com agências)

Arte EM/Paulinho Miranda


Como é a avaliação

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é um indicador do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira/Ministério da Educação) que relaciona o desempenho dos alunos e os dados de fluxo escolar. A cada dois anos, avalia alunos do ensino fundamental da rede pública e do ensino médio de escolas públicas e privadas. O indicador é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar, e médias de desempenho nas avaliações do Inep, o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), para as unidades da Federação e para o país, e a Prova Brasil – para os municípios.

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Alberto
Alberto - 09 de Setembro às 09:37
E começou a derrocada do sistema de educação que já foi o melhor do país na época do PSDB foram 12 anos de sucesso com o PSDB e agora com um ano e pouco o PT já conseguiu colocar em decadência a educação em Minas Gerais.
 
Bruno
Bruno - 09 de Setembro às 08:31
E por que não usar essa prova para avaliar se deve ou não continuar a receber o bolsa-família? NÃO. É só a mãe despejar o filho para o professor aturar durante 6h, enquanto ela fica vendo novela e cozinhando arroz com chuchu, porque feijão o Temer "aumentou".