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Financiamento universitário é oportunidade para viabilizar ensino superior

Estudantes em dúvida sobre o futuro podem visitar evento do Grupo Ânima, controlador dos centros universitários UNA e UNI-BH, em parceria com os Diários Associados, para conhecer modalidades de custeio dos estudos

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postado em 15/06/2016 06:00 / atualizado em 15/06/2016 08:08

Junia Oliveira /

Marcos Vieira/EM/D.A PRESS
O jovem Helbert Henrique Moreira, de 22 anos, sonhava, desde criança, em entrar na faculdade de direito. Inspirado pelo pai, um policial militar, quer fazer concurso para algum órgão público para ser juiz, delegado ou promotor. Este ano, ele resolveu ir atrás do que sempre quis: fez vestibular e se matriculou no curso. Aluno do 1º período, tem no vocabulário uma palavra-chave: foco. Para isso, financiou os estudos para conseguir pagar as mensalidades e ter uma recompensa no futuro. Mas nem todos têm em mente a carreira a ser seguida nem acesso ao ensino superior. Para mudar esse cenário, especialistas aconselham a não ter medo de fazer escolhas e a driblar as dificuldades na busca desse sonho.

Professora do Centro Universitário UNA, a mestre em psicologia Camila Fardin diz que se a pessoa não tiver em mente qual profissão vai seguir, a exemplo de Helbert, o primeiro passo é pensar com o que gosta de lidar: pessoas, objetos, processos ou saúde. Definir esse ponto é o primeiro passo para avaliar as profissões disponíveis. Para os estudantes, outra dica é saber se na escola há o serviço de orientação profissional. “É importante conseguir escolher bem, porque ter um trabalho bem reconhecido ajuda na própria identidade”, afirma.

E, se ao longo do curso, o aluno perceber que não era bem aquilo que queria fazer, não tem problema recomeçar. “Saber que não é obrigado a seguir aquela carreira para sempre é uma das grandes dificuldades do aluno. O processo consiste em encontrar a profissão certa. Não precisa ter vergonha de mudar nem pensar que foi um fracasso se perceber que não é bem aquilo, pois a experiência serviu sim, mesmo que para descobrir algo sobre si mesmo”, ressalta.

Quem está em dúvida sobre o futuro poderá conferir oportunidades de carreira durante a Feira de Financiamento Universitário, promovida pelo grupo Anima, controlador dos centros universitários UNA e UNI-BH, em parceria com os Diários Associados. O evento, neste sábado, tem entrada gratuita e vai ocorrer das 9h às 17h, no Minascentro. Nesse dia, os interessados poderão saber mais também sobre modalidades de financiamento e até pré-aprovarem o financiamento para o início dos estudos.

Alunos que ingressam na UNA e UNI-BH têm à escolha três modalidades, podendo optar por aquele que mais se encaixa no seu perfil. No Ampliar 50, o aluno paga metade das mensalidades enquanto estuda e o restante depois de formado, num período que vai até completar o dobro de tempo do curso. No Ampliar 35, o pagamento é de 35% no primeiro ano e 50% no restante do curso. Depois de concluída a graduação, o aluno passa a pagar 65% até completar o dobro do tempo dos estudos (os juros variam de acordo com a duração dos estudos). Já no Juro Zero parceria Pravaler, o aluno paga metade das mensalidades enquanto estuda e a outra depois de se formar, sem juros.

PROJETO O estudante Helbert Henrique Moreira já se beneficia do financiamento. Ele trabalha como vendedor numa loja para pagar a faculdade, pensando num único objetivo: o concurso público. O aluno da UNA será o primeiro a ter curso superior no seu núcleo familiar, composto por pai, mãe e três irmãos. Na faculdade, ele tem a modalidade Juro Zero parceria Pravaler. “É preciso manter o foco e ter um objetivo. No futuro serei recompensado”, garante.
 
 
Palavra de  especialista

Joaquim José da Cunha - diretor do Instituto de Engenharia e Tecnologia do UNI-BH

Importância social


“O financiamento é extremante importante, na medida em que não há vagas suficientes no ensino público no país. Por vários motivos, tem um grupo menor que consegue estudar e vários outros que poderiam ter uma carreira melhor, mas não têm disponibilidade financeira para entrar numa instituição privada. O aluno poderá pagar parte da mensalidade depois de formado, quando terá oportunidade de renda maior, o que vai pesar menos no bolso dele.  O financiamento dá condição de pagar num prazo maior e, ao longo desse tempo, o estudante vai se qualificando e aumentando sua renda. Essa á uma política que deve ser incentivada pelo governo, entendendo que ele não é capaz de suprir o ensino superior no país e, pelos órgãos privados, criando mecanismos de financiamento para que tenhamos número maior de profissionais qualificados.

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aloisio
aloisio - 15 de Junho às 08:44
A privatização da Educação aqui sempre foi um desejo mórbido do mercado. estudante que entrar nessa onde ou é burro ou é ignorante. Sai fora estudantada.