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Alunos que tiveram menos tempo de prova no primeiro dia do Enem em Santa Luzia poderão repetir o exame

Aplicação do exame foi encerrada 30 minutos antes do previsto em escola estadual e alunos registraram queixa em boletim de ocorrência. Erro foi admitido pelo MEC e os candidatos poderão fazer novo exame em dezembro

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postado em 25/10/2015 13:50 / atualizado em 26/10/2015 12:54

Valquiria Lopes

Os estudantes que foram prejudicados pelo encerramento antes da hora no primeiro dia de provas do Enem terão uma segunda chance e poderão repetir os testes na primeria semana de dezembro. A afirmação foi feita pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, depois de apurado e constatado o erro pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame.

A denúncia foi feita por uma família de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O erro ocorreu no sábado, primeiro dia de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em uma das salas da Escola Estadual Leonina Mourthé de Araújo. De acordo com a analista financeira Marlene Aparecida Santiago Silva, de 47 anos, sua filha dela e mais quatro alunos – três garotas e um rapaz – procuraram a polícia ao fim do exame e fizeram um boletim de ocorrência para registrar o problema. Marlene sustenta que a funcionária responsável pela aplicação do exame na sala da filha Júlia Gabriela Santiago Silva, de 18 anos, encerrou o horário das provas meia hora antes do prazo previsto, que é de quatro horas e meia de duração. Ou seja, enquanto o encerramento deveria ser às 18h, teria ocorrido às 17h30.

A analista financeira reclama que a antecipação prejudicou Júlia e os quatro demais alunos que ficaram por último na sala. “Eles não tinham como ver quantas horas eram e a aplicadora foi apagando as marcações de horário do quadro, até chegar a última meia hora. Assim como minha filha, todos os alunos começaram a 'chutar' respostas das últimas questões e até deixaram algumas em branco”, disse Marlene. Quando saíram da sala, conta a mãe, os alunos alegam que nas outras salas de aula os candidatos ainda faziam prova e sustentam que, mesmo tendo questionado à funcionária, não foram atendidos sobre o pedido para continuar a prova.

Marlene afirma ainda que os funcionários da escola não queriam, inicialmente, reconhecer o erro, mas que teriam confirmado o problema a falha aos policiais militares durante a elaboração do boletim de ocorrência, alegando terem se confundido. O caso também foi registrado em ata na escola. A analista conta que tanto a filha, como os demais alunos, ficaram muito abalados com o problema. “Foram dois anos de estudo. Um gasto emocional e financeiro enorme para que ela consiga entrar na faculdade de odontologia da UFMG. Agora, por um erro, esse sonho foi prejudicado. Queremos saber de que forma isso será reparado”, questiona Marlene.

Marlene temia que o prejuízo no domingo, segundo dia de provas, fosse ainda maior. “Os alunos ficaram muito abalados. Minha filha só chorava ontem e ficou totalmente desestabilizada, com medo de um novo erro no horário”, disse. A Escola Estadual Leonina Mourthé de Araújo foi procurada e o diretor da unidade, que se identificou como José Raimundo, disse que não tinha autorização para repassar nenhuma informação à imprensa.

A família comemorou a notícia a respeito de uma nova chance para a realização do exame.


Confira neste domingo à noite gabarito extraoficial do segundo dia de provas, preparado por professores do Chromos.

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