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Estágio é a ponte que liga a teoria à prática

Segundo pesquisa, mais de um milhão de jovens já passaram por esse processo no Brasil. Oportunidade é uma valiosa porta de entrada no mercado

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postado em 17/10/2015 06:00 / atualizado em 14/10/2015 19:16

Estado de Minas

Cristina Horta/EM/D.A Press

O estágio é a ponte que liga a teoria à prática. Além do aprendizado, esse tipo de contrato oferece ao estudante a possibilidade de conhecer e experimentar, diariamente, os desafios da profissão escolhida. Segundo pesquisa do Nube e dados da Associação Brasileira de Estágios (Abres), mais de um milhão de jovens já passaram por esse processo no Brasil. Considerado um ato educativo supervisionado, realizado em um ambiente de trabalho, é uma valiosa porta de entrada no mercado.

Uma das dúvidas mais comuns é quando começar um estágio. A consultora de carreiras da Thomas Case & Associados Karla de Oliveira explica que não há um padrão. “Normalmente, as empresas buscam estagiários a partir do 3º período. Mas, quanto antes o estudante começar, melhor é, porque assim ele pode entender se fez uma escolha assertiva do curso.”

Foi o caso de Sara Guimarães, de 25 anos. Formada em técnico de transporte e trânsito, começou a estagiar na área com quatro meses de curso. “Quis começar cedo para criar uma base mais sólida na minha carreira, o que foi ótimo. Viver a prática mudou completamente minha visão do próprio curso.” Depois de dois anos de estágio, Sara foi contratada. “Entrei na empresa com o objetivo de ser contratada, então corria atrás de aprender, de exceder as minhas expectativas e de fazer as coisas nos prazos.

Atitudes como a de Sara são indispensáveis para quem deseja ser contratado. “De maneira geral, as empresas buscam pessoas que queiram aprender e se desenvolver. O estudante tem que tentar reconhecer seus limites, ser participativo, ter boa comunicação verbal, boa percepção e buscar conhecer as normas e procedimentos da organização”, recomenda Karla.

Foi seguindo esses passos que o advogado Diego Silvério do Nascimento, de 23, foi efetivado. “Tive a oportunidade de estagiar por dois anos, e durante esse tempo tentei demonstrar que gostava muito de trabalhar no setor. Faltando dois meses para o término, passei no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e como o Departamento Jurídico precisava de um advogado, fui contratado”, conta.

Segundo Diego, a experiência poderia ter sido mais completa caso o estágio viesse no início do curso. “Eu poderia ter absorvido mais conteúdo em outras áreas do direito se tivesse estagiado em outros locais.”

Persistência também é uma palavra-chave para quem busca a efetivação. Ricardo Siqueira, de 21, é coordenador de programação, e foi contratado depois de passar pelos progressos diários. “Fui ganhando novas responsabilidades e deveres, até chegar à coordenação. Durante esse processo, recebi outras propostas de trabalho, mas os desafios que esse cargo me traria e a política da empresa foram primordiais para que eu continuasse e chegasse aonde estou.” Em três anos, Ricardo foi do estágio à liderança. Hoje, coordena uma equipe de desenvolvimento, auxilia outras equipes e ajuda nas decisões estruturais da empresa.
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