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Mesmo com fim da greve dos professores volta às aulas na Ufop ainda é incerta

Universidade informou que está com dificuldades para realizar as matrículas dos alunos para o segundo semestre devido a greve dos servidores técnico-administrativos

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postado em 15/09/2015 17:50 / atualizado em 15/09/2015 18:42

João Henrique do Vale

Leandro Couri/EM/D.A Press

A Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) ainda não sabe quando começará as aulas do segundo semestre letivo mesmo com o anúncio do fim da greve dos professores da instituição, comunicada nesta terça-feira. O problema é que os servidores técnico-administrativos continuam paralisados, o que impede a efetivação das matrículas por parte dos alunos. Por causa disso, ainda não há uma data para o retorno dos estudantes.

A greve dos servidores teve início no dia 1º de junho. A categoria reivindica reajuste salarial de 27,3%, o fim dos cortes no orçamento da educação, abertura de concurso e a extinção da terceirização no serviço público. As negociações já começaram, porém, seguem com impasse. Já os professores estavam paralisados desde 13 de julho. Por meio de nota, a Associação dos Docentes da Ufop (Adufop) confirmou o encerramento da greve e disse que permanece defendendo a pauta de reivindicações da categoria. Entre elas estão melhores condições de trabalho, garantia de autonomia, reestruturação da carreira e valorização salarial. Uma nova assembleia está programada para 22 de setembro.

Mesmo com o fim da paralisação, a Ufop ainda tenta tomar medidas para conseguir o retorno das aulas do segundo semestre. “O fim da paralisação dos professores levou a direção da UFOP a intensificar as negociações com os servidores técnico-administrativos, ainda em greve, no sentido de iniciar o segundo semestre letivo o mais rápido possível. As negociações sobre os procedimentos de matrículas ocorrem desde o início da paralisação”, disse a instituição.

Nas conversas entre as partes, ficou acordado o retorno de algumas atividades, mas ainda insuficientes para o retorno às aulas. “O comando de greve dos técnicos autorizou a realização de alguns procedimentos - lançamento de horários no sistema (para graduação presencial e à distância) e a elaboração do plano de calouros, que é a previsão de turma para os novos alunos. Porém, ainda não suficientes para a efetivação das matrículas e, consequentemente, para uma definição de uma data específica de início das aulas”, confirmou a Ufop.
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