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Volta às aulas da UFMG é marcada por protesto de servidores técnico-administrativos

Funcionários dos setores como biblioteca, colegiado, seções de ensino e demais serviços administrativos da instituição, que estão com funcionamento afetado em razão da greve, fizeram ato na universidade

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postado em 24/08/2015 17:05 / atualizado em 24/08/2015 19:58

João Henrique do Vale , Valquiria Lopes

Sindifes/MG

Depois de 19 dias de atraso, teve início nesta segunda-feira o segundo semestre letivo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A volta às aulas ocorreu, no entanto, em meio ao movimento grevista dos funcionários técnico-administrativos, responsáveis por setores como biblioteca, colegiado, seções de ensino e demais serviços administrativos da instituição, que estão com funcionamento afetado em razão da greve.

Os trabalhadores deram início à paralisação no dia 28 de maio e reivindicam, além do fim dos cortes no orçamento anunciados pelo governo federal, melhores condições de trabalho, aprimoramento da carreira e reposição de perdas salariais, entre outros itens. Nesta segunda-feira pela manhã, integrantes do movimento panfletaram na entrada do compus Pampulha, explicando as razões do movimento aos alunos e cobrando um posicionamento do governo federal em relação às demandas.

Além da greve dos servidores, os estudantes ainda terão que conviver com a paralisação de obras executadas na universidade. A UFMG teve que parar as mudanças por causa da redução de R$ 50,7 milhões, de um total de R$ 263 milhões previsos na Lei Orçamentária Anual (LOA) em 2015. O MEC anunciou que o orçamento das universidades federais seria reduzido em 10% nas verbas de custeio e em 50% nas de investimento. De acordo com a universidade, os cortes vão incidir sobre o custeio dos setores da Administração Central (16%) e sobre os recursos para investimentos (50%).

Mesmo com os cortes, a atividade acadêmica e as bolsas de graduação, monitoria e extensão estão garantidas, além do custeio das unidades acadêmicas, totalizando R$ 30,8 milhões.

Veja o histórico do contingenciamento

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1º de julho de 2015
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30 de julho de 2015
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