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Greve compromete volta às aulas em 17 instituições federais em Minas

Onze universidades, cinco institutos e o Cefet não devem retomar as atividades no início de agosto, como inicialmente previsto, devido ao impasse na greve dos servidores

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postado em 22/07/2015 06:00 / atualizado em 22/07/2015 07:22

Landercy Hemerson

Leandro Couri/EM/DA Press

Alunos de 11 universidades, um centro técnico e cinco institutos de ensino federais em Minas Gerais não vão retornar às aulas em 3 de agosto, como estava previsto no calendário. No país, são 66 instituições. A falta de acordo entre governo federal e servidores técnico-administrativos em educação dificultou a realização das matrículas, mesmo com a escala mínima de 30% dos funcionários em muitas das escolas. Para Cristiana del Papa, integrante da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), mesmos que o governo apresente proposta que atenda a categoria, na reunião do dia 4, somente em setembro terá como iniciar as aulas.

“A proposta dos representantes do MEC (Ministério da Educação) não repõem as perdas dos servidores, que é de 27,3% dos salários, desde 2011, e ainda parcela em quatro vezes, até 2019, o índice apresentado, de 21,3%. Faremos assembleia unificada com a categoria de 12 instituições mineiras, mas nem será colocada em votação a proposta do governo, que poderia ter parcelamento máximo de dois anos”, afirmou Cristiana, também coordenadora Sindicato dos Trabalhadores de Instituições Federais (Sindifes).

A reunião entre representantes do Ministério do Planejamento e servidores técnico-administrativos de instituições federais, cujo movimento hoje completa 52 dias, ocorreu na noite da segunda-feira. O governo federal não alterou a proposta de reajuste salarial e passou a oferecer um aumento nos auxílios saúde e alimentação. A coordenadora-geral do Sindifes, Cristina Del Papa, explicou que não houve até a noite de ontem uma avaliação nacional dos representantes dos servidores, mas a categoria sinalizou insatisfação. “Pelo que vimos, as negociações não avançaram em nada. A greve será mantida no mínimo até nova reunião com o governo.”

De acordo com Cristina, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Centro Federal de Educação de Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) terão que adiar o início do segundo semestre letivo. “Não há mais tempo. Com certeza será adiado”, diz a sindicalista. Na última semana, a UFMG admitiu que, se a paralisação continuar, pode haver alteração no calendário acadêmico. As matrículas dos calouros e veteranos está adiada por tempo indeterminado. Ontem, a UFMG informou que na próxima semana o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão – Cepe se reúne para definir uma posição.

A Universidade Federal de Ouro Preto, por meio de nota da Pró-reitoria de Graduação (Prograd), informou que, em razão das greves dos docentes e dos servidores técnico-administrativos, fica adiado, por tempo indeterminado, o início das aulas dos cursos presenciais de graduação, inicialmente previsto no calendário acadêmico para 3 de agosto. Associação dos Servidores da Ufop (Assufop) solicitou aos conselhos superiores da universidade a suspensão do calendário acadêmico do segundo semestre. O documento foi elaborado em conjunto com o comando de greve do Sindicato Adufop (Associação dos Docentes da Ufop).

Por nota, o MEC informou que tem acompanhado a greve nas instituições federais, no entanto não cabe à pasta garantir os serviços administrativos, cuja gestão cabe a cada uma delas, obedecendo ao princípio da autonomia.

EM GREVE
INSTITUIÇÕES FEDERAIS QUE ADERIRAM AO MOVIMENTO EM MINAS


  • Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)
  • Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
  • Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
  • Universidade Federal de Viçosa (UFV)
  • Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
  • Universidade Federal de Alfenas (Unifal)
  • Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)
  • Universidade Federal de Itajubá (Unifei)
  • Universidade Federal de Lavras (Ufla)
  • Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
  • Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop)
  • Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (Ifsemg)
  • Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM)
  • Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG)
  • Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG)
  • Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IF Sul de Minas)
  • Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet)
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João
João - 22 de Julho às 09:21
Isso é uma vergonha, país em crise reduzindo tudo, e servidor público lutando por aumento, se tiver manifestação no país tem que ser contra quem colocou o país nessa situação, agora é hora de colocar os pés no chão e produzir.