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MEC volta atrás e garante verba para pós-graduação

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postado em 13/07/2015 06:00 / atualizado em 13/07/2015 06:49

Luciane Evans /

Um dia depois de ter avisado às instituições de ensino sobre um corte de 75% das verbas do programa de Apoio às Pós-graduações (Proap), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) voltou atrás. Na noite de sábado, o órgão, por meio de nota publicada na página do Ministério da Educação (MEC), assegurou o repasse de R$ 1,65 bilhão para os seus programas de pós-graduação (Proex, Prosup, Reuni e Proap). O montante, segundo o órgão, é equivalente a 90% do valor previsto para 2015. A pasta informou ainda que nenhuma bolsa de estudo será interrompida.
“As surpresas passaram a ser semanais na educação. Está tudo muito incerto e não há garantia de nada”, critica o pró-reitor adjunto de Pesquisa e Pós-gradução da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Alberto Fonseca. No sábado, o Estado de Minas publicou reportagem sobre o corte de até 75% no Proap, percentual que foi avisado às instituições por meio de carta da Capes.
A redução na verba, como comentou profissionais das universidades mineiras na reportagem do EM, agravaria a situação em universidades federais em Minas e ameaçaria estudos de ponta, já que o programa é uma das principais fontes de recursos para as instituições, que estão em dificuldades desde o início do ano por conta do contingenciamento de recursos. Segundo Fonseca, a expectativa, agora, é de que o governo faça um pronunciamento oficial na próxima semana. “Não se trata de uma notícia boa. Estamos em um cenário de crescimento e cortar em crescimento é ruim, ou seja, não cortar os 75% é uma informação menos dramática”, avaliou.

MINISTRO

Em sua página no Facebook, o ministro Renato Janine escreveu post garantindo que a Capes  continuará financiando a pós-graduação. “Ela mantém 100% das bolsas, que de longe são o custo mais alto na formação de mestres e doutores. Ninguém perderá sua bolsa e, mais importante, o número de bolsas será mantido! Ou seja, os programas continuarão a poder atender novos alunos e a dar-lhes bolsas. Onde está ocorrendo uma redução é no custeio. (E é bom lembrar que toda universidade tem seu orçamento próprio, de modo que a Capes não é a fonte única para seu custeio)”, escreveu em parte do texto.

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