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UFMG analisa oferecer disciplinas semipresenciais em todos os cursos em 2016

Pró-reitoria de Graduação analisa oferecer disciplinas semipresenciais em todos os cursos a partir do ano que vem. Até 2018, 20% da grade curricular poderá ser a distância

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postado em 26/06/2015 06:00 / atualizado em 26/06/2015 07:27

Pedro Rocha Franco

Rodrigo Clemente/Em/DA Press - 20/5/15

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) caminha para a virtualização do ensino. A Pró-reitoria de Graduação analisa projeto apresentado pela Diretoria de Inovação e Metodologias de Ensino (Giz) para que sejam oferecidas disciplinas semipresenciais em todos os cursos a partir do ano que vem. Pela proposta, até 2018, 20% da grade curricular dos 76 cursos será virtual.

Com isso, o aluno aprovado para estudar na UFMG vai cursar parte da faculdade no modelo tradicional e outras disciplinas serão semipresenciais, com aulas virtuais e outras presenciais. Nas aulas pelo computador, o professor pode incluir ferramentas hoje pouco usadas, como jogos digitais, podcasts, animação, aplicativos, sem deixar de usar material impresso.

O diretor do Giz e coordenador do sistema Universidade Aberta do Brasil da UFMG, Elcídio Pimenta Arruda, afirma que o projeto garante maior flexibilidade ao aluno em relação a tempo e distância. O estudante pode escolher o horário ideal para o aprendizado. Outro ganho citado por ele é a possibilidade de ampliar o alcance da instituição com a infraestrutura atual. “É possível atender um número significativamente maior sem aumentar a infraestrutura”, afirma.

O professor ressalta ainda que isso pode facilitar o cumprimento de metas do Plano Nacional da Educação (PNE). A meta 12 prevê a elevação da taxa líquida de matrículas na educação superior para 33% da população de 18 a 24 anos com a manutenção da qualidade da oferta.

Desde 2007, a instituição disponibiliza cursos a distância. Atualmente, é possível cursar matemática, química, biologia, pedagogia e geografia. A UFMG também tem cursos de pós-graduação e de capacitação a distância. Pelas regras do Ministério da Educação, apenas disciplinas de práticas laboratoriais e de estágio não podem ser oferecidas virtualmente.

A aprovação do projeto depende do aval da Câmara de Graduação, órgão vinculado ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), formado por 16 representantes da universidade. Depois disso, os colegiados precisam aprovar cada disciplina. A Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich), por exemplo, avalia a criação de uma disciplina semipresencial para o curso de história.

COMUNIDADE Outro ponto do projeto prevê a disponibilização de todo o conteúdo programático elaborado dentro da instituição para a comunidade. Desde aulas até os materiais usados em sala, podem ser colocados em um sistema para consulta de interessados. A Universidade de São Paulo (USP) já tem cinco cursos de ensino a distância gratuitos, com 60 horas de duração. Nos Estados Unidos, os cursos massivos abertos on-line (moocs) são bastante difundidos. Universidades renomadas, como Yale e Harvard, já atendem a milhões de estudantes pela internet. Além de video-aulas, o conteúdo é discutido em fóruns. E, apesar de poder parecer mais fácil para quem busca a certificação apenas, a cobrança é tão rigorosa quanto as aulas presenciais.

O POVO FALA


Cursos a distância dividem opiniões

Bernardo Silveira, 21 anos, aluno de engenharia da UFMG
“No ciclo básico, já existe o recurso das aulas virtuais e não acho que prejudica o conteúdo”


Walquíria Santana, 21 anos, aluna de direito da UNA
“Seria muito bom se esse modelo de 20% das disciplinas em aulas virtuais fosse adotado por todas as universidades”

Reginaldo Barroso, 25 anos, aluno de direito das Faculdades Pitágoras
“Nada substitui a aula presencial, que possibilita o debate com o professor e os colegas. Fiz curso a distância e não aprovei”

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Paulo
Paulo - 26 de Junho às 14:02
Ciências Contábeis precisa muito destas aulas à distância!
 
VICENTE
VICENTE - 26 de Junho às 11:27
lastimável... é o início do fim... a educação virou indústria e negócio. se com aula presencial, a qualidade já caiu, o sucateamento e a aula à distância irão degradar ainda mais o frágil processo. Quem foi o gênio que teve esta idéia??? a economia é a base da porcaria...
 
Mario
Mario - 26 de Junho às 10:31
Isso torna o aluno um autodidata.......aulas virtuais são interessantes como reforço, não como prática geral! Hoje se chama EAD. Na minha época, era curso por correspondência, o qual visava atingir os rincões mais distantes para especializar mão de obra. Eram ótimos cursos e muito acessíveis! Mas vc fazer um curso de nível superior à distância, ainda não é o ideal!
 
Nilson
Nilson - 26 de Junho às 08:57
Seria ótimo, pois, 99% dos cursos, só se aprende de verdade, praticando, apesar de que teoria ajuda muito, mais, hoje em dia com estes meios modernos, é praticamente a mesma coisa, espero que dê certo................