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MEC faz mudanças no Enem; confira

Novas medidas adotadas no principal exame para ingresso nas universidades públicas do país visam economia, evitar abstenções e maior segurança. Taxa passou de R$ 35 para R$ 63

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postado em 15/05/2015 06:00 / atualizado em 15/05/2015 08:50

Marcela Fernandes


Brasília – Em meio ao ajuste fiscal, o Ministério da Educação (MEC) definiu que serão adotadas novas medidas para reduzir o custo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A estimativa é que seja feita uma economia de cerca de R$ 90 milhões, o que representa 20% do custo da prova que no ano passado foi de R$ 452 milhões. A pasta negou que as alterações tenham sido feitas a pedido do Palácio do Planalto. Também foram definidas mudanças para evitar que alunos faltem à prova e para aumentar a segurança na inscrição e na aplicação do exame. De acordo com o MEC, a expectativa é que mais de 9 milhões de brasileiros participem da avaliação.

A taxa de inscrição passou de R$ 35 para R$ 63, o que deve ter um impacto de R$ 20 milhões. Também a partir desta edição, os cartões necessários para realizar a prova não serão mais enviados via Correio, o que deve gerar economia de R$ 60 milhões. Os outros R$ 10 milhões são referente a alterações que o MEC não detalhou, também por questões de segurança, segundo a pasta. “Nossa meta principal é fazer o Enem, não fazer economia. Mas, se for possível, vamos fazer economia”, afirmou o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro.

A taxa de inscrição não era reajustada desde 2004. De acordo com o MEC, o aumento foi calculado a partir do índice oficial de inflação, medido pelo IPCA, no período. A pasta prevê novos reajustes para as próximas edições, mas não determinou ainda se serão anuais ou a cada dois ou três anos. Estudantes que tenham cursado o ensino médio em instituições públicas ou que comprovarem baixa renda permanecem isentos da cobrança.

FALTAS Outra alteração desta edição do Enem tem como objetivo reduzir o número de candidatos que se inscrevem, mas não comparecem à prova. A partir de agora, quem faltou ao exame, poderá se inscrever nas edições seguintes apenas se fizer o pagamento da taxa, mesmo nos casos com direito a isenção. Serão aceitas justificativas, mas os critérios ainda não foram determinados. O alto índice de abstenção é considerado como prejuízo para o governo, uma vez que são desperdiçados recursos usados para a aplicação da prova. No ano passado, o custo por aluno foi de R$ 52 e 28,6%, dos 8,7 milhões de inscritos, não fizeram o exame.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anisio Teixeira (Inep), algumas alterações visam aumentar a segurança. Uma delas é que partir dessa edição será adota uma diferença de meia hora entre o horário de abertura dos portões e o início da aplicação das provas. “Será um controle extra. É um grande momento de risco, quando a prova é aberta e, portanto, passível de algum vazamento, que temos que evitar a qualquer custo”, afirmou Francisco Soares, presidente do Inep. No ano passado, vazamento do tema da redação foi investigado pela Polícia Federal (PF).

DIGITAL Sobre a aplicação do Enem digital, que poderia representar uma economia na aplicação do exame a logo prazo, Janine afirmou que a proposta continua sendo estuda pelo MEC, mas não deve ser adotada neste ano. “Reduziria os custos, mas a implementação implica em custos adicionais. Os custos não serão de uma vez só, baixarão ao longo de sua implementação. Veremos o que podemos fazer no ano que vem”, afirmou o ministro. Em abril, ele afirmou que a versão online poderia ser aplicada para estudantes que desejam fazer a prova como treineiros.

O Enem é usado como uma das principais formas de ingresso nas universidades federais e serve como certificação do ensino médio. O resultado da prova também é um dos critérios para ingresso no Programa Universidade Para Todos (ProUni), no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e para concessão de bolsas no Ciência Sem Fronteiras. A prova deste ano será realizada nos dias 24 e 25 de outubro, em 1.714 municípios. Todas as alterações estarão no edital do exame, que será publicado na segunda-feira, no Diário Oficial da União (DOU).

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julio
julio - 15 de Maio às 10:16
Não teve pedido do planalto? kkkkkk. Desde de quando aumento da taxa vai impedir a falta nas provas. Aumentar a segurança? Tinha que mudar a empresa que elabora a prova. Mas não vai, sabe por que? Ela pertence ao sr Aloísio Mercadante, É verdade, sendo que está no nome de um laranja. Vergonha,
 
Luiz
Luiz - 15 de Maio às 08:58
A maioria vai reclamar dos R$ 28 a mais na taxa do Enem. Mas, após as provas, esses mesmos reclamões gastarão R$ 30 (ou mais) em cerveja no primeiro boteco próximo ao local das provas, reclamando apenas se a cerva não estiver gelada. Assim é o brasileiro!
 
vitor
vitor - 15 de Maio às 08:45
Pátria educadora hein!? Os petralhas falam uma coisa e fazem outra. Dá-lhe eleitores do pt.