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Passar uma temporada fora do Brasil pesa na hora de conseguir uma vaga

Intercâmbio é valorizado nas seleções de empreso

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postado em 24/01/2015 10:27

Celina Aquino /

Cristina Horta/EM
“Amadureci muito. Aprendi a superar desafios e ser corajoso.” Aos 17 anos, o estudante Lucas Fidelis Godoy enxerga com clareza que o intercâmbio mudou completamente sua vida. A experiência de morar um mês sozinho em Vancouver, no Canadá, valeu não apenas para aprimorar o inglês, mas para ganhar independência e ter contato com culturas bastante diferentes. Além de ser transformador, passar uma temporada fora do Brasil pesa na hora de conseguir uma vaga no mercado de trabalho. As empresas, em geral, valorizam vivências internacionais e muitas exigem fluência em pelo menos um idioma. Perto de fazer vestibular, Lucas planeja morar de novo no exterior e acredita que a iniciativa de buscar novos conhecimentos vai ajudar na sua carreira.

Antes de começar a planejar a viagem, o diretor-executivo da agência de intercâmbios IE, Marcelo Albuquerque, alerta que o objetivo do estudante deve estar bem claro. Geralmente, os interessados querem aprimorar um idioma e buscar novas experiências. Em seguida, recomenda-se levar em conta o perfil do intercambista, incluindo idade, disponibilidade de tempo e recurso financeiro, e suas preferências, como clima, tamanho e localização da cidade (que vai ser decisiva caso a pessoa tenha vontade de conhecer outros países). “Não dá para errar na escolha, pois o investimento não é baixo. É diferente de planejar uma viagem de turismo, em que você muda de restaurante se não gostou. Em um intercâmbio, não existe a possibilidade de ficar mudando de escola toda hora.” Por isso, Albuquerque diz: não vá para determinado país só porque um amigo indicou.

O diretor-executivo da IE também lembra que o sucesso do intercâmbio depende do planejamento. A antecedência varia de acordo com o tipo de curso: para fazer high school ou faculdade, por exemplo, organize a viagem pelo menos seis meses antes. Ainda é preciso reservar tempo para tirar visto, quando necessário, comprar a passagem aérea, que fica mais cara com a proximidade da data de embarque, e até treinar o idioma.

Na opinião do diretor da Focus Soluções em Idiomas, Cláudio Aguiar, o ideal é que o intercambista já tenha algum conhecimento da língua para ter a oportunidade de ganhar fluência durante a viagem. “É difícil até pedir informação na rua ou fazer compras no supermercado com o nível básico. O melhor é embarcar quando estiver no nível intermediário, para que possa explorar todas as possibilidades e usar o que aprendeu o Brasil”, justifica. Aguiar ainda orienta aproveitar todos os momentos, como uma ida ao restaurante ou ao cinema, para praticar o idioma. Além disso, evite conviver muito com brasileiros. Fazer amigos estrangeiros é parte do intercâmbio.

ESCOLHA DO DESTINO

Depois de definir em qual idioma investir, um dos sócios-diretores da S7 Study, Sandro Saltz, diz que o intercambista deve avaliar se está em busca de um destino parecido com o Brasil ou um lugar totalmente diferente. “Pela nossa experiência, a maioria dos cariocas que vivem na praia preferem o Canadá à Austrália. Eles querem ir para neve passar frio”, exemplifica. Outra informação a considerar é a vontade ou necessidade de trabalhar, o que acaba limitando as opções. O governo da Nova Zelândia mudou recentemente as regras e agora permite, a partir da 12ª semana de curso de inglês, que os estudantes se dediquem a um emprego com um número de horas por dia determinado. Por outro lado, o Canadá restringiu a permissão de trabalho para quem se matricula em cursos mais longos.
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