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Internet é ferramenta essencial para alunos e professores

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postado em 24/01/2015 10:01

Estado de Minas

Vídeos do YouTube, redes sociais e aplicativos são ferramentas de estudo sem volta, afirma Eliane Monken, coordenadora do curso de pedagogia da Faculdade Newton Paiva. “Se nós propusermos na escola metodologias que não fazem uso dessas ferramentas, nós estaremos nadando contra a correnteza.” No entanto, ela ressalta que essas ferramentas tecnológicas têm seus pontos positivos e negativos e que todas elas precisam ter uma orientação dos professores mediando o estudo. Segundo a especialista, quando o aluno acessa um vídeo do YouTube, por exemplo, o professor deve colocar o objetivo do material a ser assistido e montar um roteiro de discussão a respeito do filme, do documentário ou qualquer outra informação.

Hoje, segundo a pedagoga, professores não apenas usam o YouTube, como criam blogs e grupos no Facebook para discutir conteúdos relacionados com os temas das disciplinas. “Hoje, a maioria das escolas tem uma plataforma dentro do seu site dando dicas ao aluno e colocando o material que antecede a aula para o aluno ler primeiro. Então, há muitas situações que não tem jeito de a gente fugir”, diz a pedagoga, lembrando que pais e professores também devem dominar as ferramentas para usá-las.

A gestora administrativa e educacional Nídia Greco concorda que a tecnologia é uma grande aliada do estudo. “Não podemos fechar os olhos para isso, nem a família, nem a escola.” No entanto, ela vê um lado negativo. “Se um aluno pega um computador, ou um celular, e ali perde horas e horas no WhatsApp e no Facebook, vendo assuntos que não têm nada a ver com o estudo, isso não é legal. Crianças, adolescentes e mesmo os jovens são seduzidos pelas redes sociais, que roubam muito tempo deles”, alerta.

Rodrigo Clemente/EM DA Press

PERSONAGEM DA NOTÍCIA

Pesquisa em sites
. Mateus Pereira
. estudante
Mateus Pereira, de 16 anos, é aluno do segundo ano do ensino médio do Coleguium. Por recomendação da escola, ele usa muito a internet para pesquisa, mas de forma cautelosa, conta. Se o professor de história pede para pesquisar algum acontecimento mais a fundo, Mateus recomenda acessar vários sites. “Ficar na mão de uma única fonte de informação não é muito seguro”, justifica. A sala de Mateus criou um grupo no Facebook e outros dois no WhatsApp (um deles com os professores), para compartilhar dúvidas e respostas. “O dos professores, a gente usa menos, só quando estamos precisando mesmo e ninguém da sala sabe a resposta. Mas o WhatsApp só dos alunos funciona muito bem. Quando você tem dúvida na hora de um exercício, manda foto e alguém na hora já responde. O legal é que a linguagem que a gente tem é a mesma. Fica bem fácil de entender o que o colega está falando.”
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