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Governo suspende programa Reinventando o Ensino Médio em Minas

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postado em 24/01/2015 06:00 / atualizado em 24/01/2015 07:20

Francelle Marzano


A Secretaria de Estado de Educação suspendeu o programa Reinventando o Ensino Médio (REM), implementado em 2011 na gestão do governador Antonio Anastasia (PSDB). Em resolução publicada ontem no diário oficial do estado, a pasta, agora comandada por Macaé Maria Evaristo Santos (PT), estabeleceu nova carga horária anual, de 833 horas e 20 minutos, totalizando 2,5 mil horas ao longo dos três anos. Com o antigo programa, eram três mil horas. A resolução suspende o sexto horário de aula, que abrigava uma das disciplinas denominadas áreas de empregabilidade.

O Reinventando o Ensino Médio tinha como objetivo aumentar a carga horária, com um currículo mais integrado com o mercado de trabalho. Em 2012, o projeto foi implantado como piloto em 11 escolas da capital. A partir de 2013, foi ampliado para outras 122 escolas da rede estadual em todas as regiões do estado e, em 2014, chegou às 2.164 escolas de ensino médio do Estado. No novo quadro curricular e no texto da resolução não constam as disciplinas do REM: empreendedorismo e gestão, tecnologia da informação, meio ambiente e recursos naturais, comunicação aplicada e turismo.

A secretária Macaé Evaristo afirmou que voltará com o antigo quadro curricular, que contempla apenas as disciplinas obrigatórias. A ideia, disse, é reavaliar o programa. “Resolvemos suspender para que o programa passe por uma reavaliação. Ele trabalhava áreas de empregabilidade, mas que eram ministradas por professores que tinham formação nas áreas curriculares obrigatórias, sem especialidade na área em que estavam atuando”, justificou.

Segundo a secretária, além de os professores não receberem qualificação para que assumissem as aulas de empregabilidade, havia problema logístico relacionado ao sexto horário, principalmente nas escolas do interior que dependiam de transporte escolar. “A logística ficou comprometida. Ou se atrasava o horário dos outros alunos, que ficavam sem atividades, ou os alunos perdiam o sexto horário que, muitas vezes, eram de disciplinas obrigatórias, prejudicando o aproveitamento escolar”, completou. Macaé Evaristo acrescentou que a ideia é dialogar com pessoas envolvidas na área educacional para construir uma nova proposta de ensino médio que “atenda às necessidades dos jovens e seja compatível com a região e as exigências do mercado de trabalho”.

Reação A coordenadora geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-Ute), Beatriz Cerqueira, disse que a categoria está de acordo com o fim do projeto que, segundo ela, trazia prejuízos para os alunos, que tiveram aumento da jornada sem transporte escolar, alimentação e instalações adequadas. “Queremos que o estado promova uma discussão para desenvolver uma nova proposta para o ensino médio, mas que atenda a demanda do mercado”, afirmou.

Por sua vez, o deputado estadual João Leite, presidente do PSDB em Belo Horizonte, considerou um “equívoco” que o novo governo suspenda um “programa aprovado pelo Ministério da Educação (MEC)”. “Não é um projeto do governador. É um projeto que foi pensado e articulado com o MEC, que tem força legal e uma grade curricular que prepara o jovem para o mercado de trabalho”, defendeu. Marzano

A Secretaria de Estado de Educação suspendeu o programa Reinventando o Ensino Médio (REM), implementado em 2011 na gestão do governador Antonio Anastasia (PSDB). Em resolução publicada ontem no diário oficial do estado, a pasta, agora comandada por Macaé Maria Evaristo Santos (PT), estabeleceu nova carga horária anual, de 833 horas e 20 minutos, totalizando 2,5 mil horas ao longo dos três anos. Com o antigo programa, eram três mil horas. A resolução suspende o sexto horário de aula, que abrigava uma das disciplinas denominadas áreas de empregabilidade.

O Reinventando o Ensino Médio tinha como objetivo aumentar a carga horária, com um currículo mais integrado com o mercado de trabalho. Em 2012, o projeto foi implantado como piloto em 11 escolas da capital. A partir de 2013, foi ampliado para outras 122 escolas da rede estadual em todas as regiões do estado e, em 2014, chegou às 2.164 escolas de ensino médio do Estado. No novo quadro curricular e no texto da resolução não constam as disciplinas do REM: empreendedorismo e gestão, tecnologia da informação, meio ambiente e recursos naturais, comunicação aplicada e turismo.

A secretária Macaé Evaristo afirmou que voltará com o antigo quadro curricular, que contempla apenas as disciplinas obrigatórias. A ideia, disse, é reavaliar o programa. “Resolvemos suspender para que o programa passe por uma reavaliação. Ele trabalhava áreas de empregabilidade, mas que eram ministradas por professores que tinham formação nas áreas curriculares obrigatórias, sem especialidade na área em que estavam atuando”, justificou.

Segundo a secretária, além de os professores não receberem qualificação para que assumissem as aulas de empregabilidade, havia problema logístico relacionado ao sexto horário, principalmente nas escolas do interior que dependiam de transporte escolar. “A logística ficou comprometida. Ou se atrasava o horário dos outros alunos, que ficavam sem atividades, ou os alunos perdiam o sexto horário que, muitas vezes, eram de disciplinas obrigatórias, prejudicando o aproveitamento escolar”, completou. Macaé Evaristo acrescentou que a ideia é dialogar com pessoas envolvidas na área educacional para construir uma nova proposta de ensino médio que “atenda às necessidades dos jovens e seja compatível com a região e as exigências do mercado de trabalho”.

Reação A coordenadora geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-Ute), Beatriz Cerqueira, disse que a categoria está de acordo com o fim do projeto que, segundo ela, trazia prejuízos para os alunos, que tiveram aumento da jornada sem transporte escolar, alimentação e instalações adequadas. “Queremos que o estado promova uma discussão para desenvolver uma nova proposta para o ensino médio, mas que atenda a demanda do mercado”, afirmou.

Por sua vez, o deputado estadual João Leite, presidente do PSDB em Belo Horizonte, considerou um “equívoco” que o novo governo suspenda um “programa aprovado pelo Ministério da Educação (MEC)”. “Não é um projeto do governador. É um projeto que foi pensado e articulado com o MEC, que tem força legal e uma grade curricular que prepara o jovem para o mercado de trabalho”, defendeu.
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