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Vitória do Atlético sobre o Cruzeiro vira tema de prova em universidade de BH

Professor atleticano formulou questões inspirado em provocações aos torcedores e jogadores do Cruzeiro. Exame causou polêmica

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postado em 05/12/2014 06:00 / atualizado em 05/12/2014 06:51

Landercy Hemerson

REPRODUÇÃO INSTAGRAM/RAFAEL MAIA

Uma avaliação final do curso de Gestão de Segurança Privada, da disciplina Fundamentos de Direito, de uma universidade de Belo Horizonte, virou polêmica nas redes sociais. Não pelo vazamento das questões, grau de dificuldade nem por fugir do conteúdo da disciplina. Ao formular as questões, o professor Rafael Maia, atleticano declarado, se inspirou nos jogadores do Cruzeiro e no próprio clube em provocações aos torcedores do time celeste, que na semana passada perdeu o título da Copa Brasil para o arquirrival no Mineirão. O teste foi realizado na segunda-feira e o professor o divulgou em parte na rede social.

“Meus alunos cruzeirenses me provocaram o semestre todo. A resposta veio na prova final”, reagiu Maia ao publicar imagem da folha de rosto do teste.

A Uni-BH, com quatro unidades na capital mineira, informou em nota que “está avaliando o caso”. “As questões refletiam as discussões humoradas tratadas entre professor e alunos, fato que gerou grande repercussão”, diz o comunicado. A instituição acrescentou que o docente lamentou o transtorno e garantiu que o assunto foi esclarecido entre ele e seus estudantes.

O conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Mário Quintão considerou o exame pouco educativo. “O professor foi infeliz. Tentou brincar, elaborando questões de duplo sentido”, criticou. “Sua atitude merece sanções pedagógicas, pois fere princípios éticos de convivência acadêmica”.

Em sua página no Twitter, Maia minimizou a polêmica. “Em 2005, o exame da OAB/MG tinha uma questão com o texto ‘Prefeito Municipal de Galo Caído’. Não me lembro do chorume”, alfinetou. Ele afirmou que, em seu caso, houve reações iradas: “Além da faculdade, tentaram me intimidar em outros lugares. Ligaram e fizeram pressão. Minha chefe e a chefe dela não viram nada demais. Elogiaram o senso de humor. Entenderam que não houve ofensas”.

DEFESA Maia sustentou, nas redes sociais, que seus alunos cruzeirenses foram aos coordenadores para defendê-lo. Em suas postagens, se desculpou com o atacante cruzeirense Dagoberto, agredido na partida pelo volante atleticano Leandro Donizete, que serviu de personagem numa dasquestões: “Só preciso pedir desculpas ao Dagoberto. Na vida real, ele não contrabandeava cosméticos. Foi vítima na história”.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Daniel
Daniel - 05 de Dezembro às 14:00
Sou cruzeirense e ri muito disso. Porém, será que todos irão rir? Essa é a dúvida...
 
Emanuele
Emanuele - 05 de Dezembro às 13:10
Eu sou cruzeirense mas não vejo nada de anormal nisso. É apenas uma brincadeira sadia, que não mudará em nada e nem tirará o mérito do atletico em ter ganho a copa do Brasil nem o mérito do cruzeiro em ser tetra campeão brasileiro.
 
sergio
sergio - 05 de Dezembro às 13:08
Bom, eu achei totalmente sem noção, diante de tanta violência no futebol, não precisava um professor fomentar ainda mais a hostilidade, não serviu nem pra educar, e muito menos pra praticar o bom humor.
 
GREIS
GREIS - 05 de Dezembro às 12:48
Acho que este tipo de situação poderia ter sido evitado ainda mais por se tratar de um professor. Durante a campanha politica para presidente vimos varias situações similares de polarização de posições entre pessoas que não souberam separar vida pessoal e inclinação politica e assim vemos isto também quanto ao futebol. Este tipo de atitude da margem para que pessoas menos preparadas caminhem para ações extremas de violência inclusive. Haverá pessoas que podem utilizar do artificio de discriminação para as perguntas, encobrindo com isto a sua capacidade de avaliação. Cabe advertir o profissional para que tais fatos não se repitam.
 
Flávio
Flávio - 05 de Dezembro às 11:54
Além da brincadeira de mau gosto, o "professor" demonstrou completo desconhecimento sobre a nossa gramática.
 
elenilton
elenilton - 05 de Dezembro às 11:35
o professor...vc conhece a palavra profissionalismo? se conhece... passa a pratica-la...há não ser q a empresa q vc trabalha não seja séria...achei muito estranha a atitude da uni-bh . empresas sérias em casos como esses, tomaria atitudes rigorosas . um conselho a vc, deixa pra fazer esse tipo de provocação fora do teu ambiente de trabalho e com pessoas q vc conhece. o mundo está tão violento. olha sua prova vazou...isso é perigoso e muita gente está lendo essa matéria hoje,vai q aparece um torcedor maluco ai. vc é professor, tem emprego deve ser uma pessoa do bem, não precisa disso.
 
Luiz
Luiz - 05 de Dezembro às 11:30
O maior problema sãos os erros de concordância nos textos depondo contra o tal professor. Devia fazer uma revisão. Aliás, "um grupo foram presos" mostra bem a comédia.
 
Ricardo
Ricardo - 05 de Dezembro às 11:29
Na matéria o mais interessante foi o nível das questões propostas pelo docente... com esse nível de formação não gostaria de ser defendido por estes futuros advogados. Fraquíssimo o nível de exigência intelectual !! minha sobrinha de 10 anos responderia todas estas questões tranquilamente.
 
Altarimo
Altarimo - 05 de Dezembro às 11:12
Simplesmente absurda a conduta deste senhor, independentemente de qual clube cada um torça, o papel dele é de promover o conhecimento. O esporte em MG já está por demais violento, ele deveria promover a paz.
 
Roberto
Roberto - 05 de Dezembro às 11:10
Sensacional. As questões têm fundamento no direito, bem diferente de outras provas em nossas escolas e universidades públicas formuladas por pessoas ideologicamente limitadas, que citam o capitalismo como o fim do mundo e valorizam ao extremo as condutas socialistas e comunistas como o futuro da humanidade...
 
elenilton
elenilton - 05 de Dezembro às 11:09
o professor...vc conhece a palavra profissionalismo? se vc conhece...passa a pratica-la. como pode uma instituição aceitar tal falta de respeito com seus clientes.
 
Leonardo
Leonardo - 05 de Dezembro às 11:08
"Na última quarta-feira, um grupo de torcedores do Galo FORAM presos (...) NO ARREDORES do Mineirão". Independentemente da rixa futebolística, o professor precisa ter mais cuidado com as concordâncias verbais e/ou nominais de suas provas.
 
Diego
Diego - 05 de Dezembro às 10:56
Independente do nível de educação passado pelo professor. A minha interpretação é que ele deixou-se levar pelo fanatismo e não soube ser ponderado. Professor não estamos numa arena, você está dentro de uma sala de aula transmitindo educação. Lembre-se que você deve passar respeito e ser respeitado.
 
Wagner
Wagner - 05 de Dezembro às 10:53
Sou Cruzeirense, e digo uma coisa, como as pessoas e o mundo estão chatos e se preocupando com pouca coisa. Bom humor não faz mal a ninguém.
 
Jota
Jota - 05 de Dezembro às 10:42
O professor deveria estar acima de qualquer discriminação no desenvolvimento dos alunos. Quisesse brincar que o fizesse internamente entre seus pares. Tornou público uma brincadeira que pode lhe causar transtornos jurídicos e mostrou que não tem controle emocional para ser docente. O que fez foi o mesmo que discriminar brancos e negros. Igual a todo descontrolado, faz coisa errada e depois sai pedindo desculpas. Lembra da torcedora do Grêmio que insultou o Aranha? Pois é.