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Minas Gerais registra queda no número de analfabetos

Dados da Pesquisa por Amostra de Domicílios de Minas Gerais, referente ao ano de 2013, revela queda de 9% para 7,6% da população que não sabe ler

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postado em 03/12/2014 12:01 / atualizado em 03/12/2014 12:16

Estado de Minas

O número de analfabetos em Minas Gerais caiu entre os anos 2011 e 2013, conforme a Pesquisa por Amostra de Domicílios de Minas Gerais (PAD-MG), divulgada nesta quarta-feira. O estudo elaborado pela Fundação João Pinheiro e o Escritório de Prioridades Estratégicas do governo de Minas é realizado a cada dois anos com amostras de 18 mil domicílios. A PAD-MG traz informações sobre a caracterização da população de Minas nas áreas de educação, trabalho e saúde.

Segundo o levantamento, em 2013, 7,6% das pessoas de 15 anos ou mais eram analfabetas em Minas Gerais, totalizando 1.219 milhão de pessoas. Esse percentual de analfabetos, conforme a pesquisa, foi menor do que o verificado nas edições anteriores da PAD-MG, cujo patamar foi próximo de 9%.

A Região Metropolitana de Belo Horizonte apresentou a menor taxa de analfabetismo, de 4,4%, enquanto a maior taxa registrada foi na região dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, com 19,9%, patamar pouco menor que o verificado em 2009 (21,5%) e 2011 (20%). A Região do Rio Doce apresentou a segunda maior taxa (11,9%) e a região Norte, que ainda ocupa a terceira maior taxa de analfabetismo, apresentou a maior queda ao passar dos 16,0% registrados em 2011 para 11,7% no ano passado

Ainda em 2013, 26,6% da população mineira de 60 anos ou mais era analfabeta. Por outro lado, no grupo etário mais jovem - 15 a 19 anos -, a proporção de analfabetos era de apenas 0,9%, o que reflete o aumento do acesso ao ensino nas últimas décadas. Esse mesmo comportamento foi observado em todas as regiões.

Com exceção da faixa dos 20 a 24 anos, que teve o maior percentual de analfabetismo registrado no Noroeste do estado, a região dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri foi a que apresentou maior taxa de analfabetismo nas demais faixas etárias, especialmente entre a população com mais de 60 anos, que somou 53,7% de analfabetos. Já a Região Metropolitana de Belo Horizonte foi a que apresentou as menores taxas de analfabetismo da população acima de 60 anos (17%) e da população de 15 a 19 anos (0,4%).

EDUCAÇÃO BÁSICA
Com relação ao nível de instrução atingido pela população mineira com 25 anos ou mais de idade em 2013, observou-se que a maioria (43,9%) tinha o fundamental incompleto, seguida das pessoas que tinham o ensino médio completo (23,4%). O percentual de pessoas de 25 anos ou mais que não possuía qualquer instrução é de 9,5%. Destes, mais da metade (55%) tinha mais de 60 anos em 2013. No estado, o percentual de pessoas com curso superior completo e incompleto soma 11%.

A população de Minas Gerais com dez anos ou mais de idade atingiu 7,2 anos de estudo em média em 2013, registrando aumento de 0,3 pontos percentuais quando comparado com 2011 e 2009. As mulheres possuem escolaridade maior que a dos homens, 7,4 anos contra 7,0.

Entre 2011 e 2013, a escolaridade média da população acima de dez anos apresentou aumento em todas as regiões de planejamento, exceto na Zona da Mata. Em uma análise comparativa entre as regiões, a Grande BH possuía maior média de anos de estudo: oito anos. Já a população de 10 anos ou mais de idade do Jequitinhonha/Mucuri apresentou a menor escolaridade média (seis anos).

Ainda de acordo com o levantamento, o acesso ao ensino fundamental chega a 97,9% das crianças e jovens de 6 a 14 anos frequentavam estabelecimento de ensino em 2013. Na educação infantil, creche e pré-escola, observou-se que apenas 16,1% das crianças de zero a 3 anos frequentam a creche. No caso da pré-escola, o acesso ao sistema de ensino das crianças de 4 e 5 anos chega a 71,4%. Já no grupo etário de 15 a 17 anos, população alvo do ensino médio, 84,8% frequentavam a escola em 2013. Para o grupo etário de 18 a 24 anos, população alvo do ensino superior, o atendimento foi de 26,1%.

Com informações da Agência Minas
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