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Olimpíada de Língua Escrita tem 12 finalistas mineiros

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postado em 14/11/2014 06:00 / atualizado em 14/11/2014 07:17

Sandra Kiefer


“Nesses dez anos de vida/De uma vida bem vivida./Tenho uma história distinta/Lembrança de mais de 30.” Com esses versos espirituosos, o estudante de apenas 10 anos Victor Hugo Luiz Cota, de Alvorada de Minas, na Região Central do estado, é um dos 12 finalistas mineiros da Olimpíada de Língua Escrita, promovida pelo Ministério da Educação (MEC) e pela Fundação Itaú Social. O garoto concorreu em parceria com a professora Ilsaete de Aparecida Braga Simões, que emplaca, pela segunda vez consecutiva, alunos entre os melhores aprendizes de poeta do país.

Não é uma tarefa fácil subir ao pódio da Olimpíada de Língua Escrita. Ao todo, foram perto de cinco milhões de redações inscritas em todo o país, nos gêneros poema, crônica, memória literária e artigo de opinião, entre trabalhos de estudantes de escolas públicas. Minas Gerais saiu-se bem na competição, ao empatar com São Paulo em número de finalistas. Dos 152 estudantes classificados para a última etapa da prova, que ocorre em 17 de dezembro, em Brasília, 12 são do estado e originários de escolas do interior. Nenhum dos escolhidos representa Belo Horizonte.

“Quero ser escritora”, avisa Rafaella Vitória dos Santos, de 13, de Uberaba, com a voz rouca ao telefone de tanto comemorar a premiação da crônica “Quem disse que domingo não tem feira?”. Ela e a professora Luciene Ribeiro de Carvalho Otaviano, bem como todos os concorrentes, voltaram ontem da entrega das medalhas de finalistas em cerimônia no Rio Grande do Sul. “Chorei muito quando disseram meu nome. Já ganhei outros concursos literários, mas nenhum tão significativo”, diz a aluna do 9º ano da Escola Municipal Adolfo Bezerra de Menezes. “É o resultado de um trabalho de leitura desenvolvido com a turma desde que as crianças entraram na escola, no primeiro ano”, completa a professora Luciene.

O objetivo da Olimpíada não é a revelação de talentos na literatura, mas sim premiar o resultado do esforço conjunto do aluno e do professor dentro da escola. Como estratégia, os professores são convidados a se inscrever e têm acesso à coleção de livros da Olimpíada, com material de apoio que os orienta na realização de oficinas em sala de aula. Ao final do processo, os alunos produzem textos que passam por várias etapas de seleção antes da premiação. “A coisa mais bonita não é ver o aluno e o professor contentes, o que já seria bom. O mais bacana é ver os dois comemorando o recebimento da medalha, resultado de uma parceria”, diz Isabel Santana, superintendente da Fundação Itaú Social.

Exemplo disso é o poema “Entre as glórias de um lugar, há um rio a reclamar”, reproduzida em parte no primeiro parágrafo desta matéria. Segundo a professora Ilsaete Simões, o trabalho foi resultado de 15 oficinas de redação oferecidas em sala de aula, além de diversas visitas ao Rio Peixe, que corta ao meio a cidade de Alvorada de Minas. “Mas é mérito também do aluno, que é um menino com hábito de leitura e que tem o costume de escrever poesias e peças de teatro.”
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