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Enem: 47% dos candidatos com necessidades especiais pediram atendimento

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postado em 19/10/2014 10:50

Correio Braziliense

Kelsiane Nunes/CB DA Press
Cega do olho direito por conta do descolamento da retina e com baixa visão no esquerdo — ela tem 10% de visão quando usa óculos —, Márcia Gomes, 44 anos, foi obrigada a abandonar a profissão de contadora devido à piora dos problemas de vista e, hoje, busca nova formação, em psicologia, por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Ela está entre os 36,3 mil candidatos que pediram, no momento da inscrição, atendimento especializado para fazer a prova, em 8 e 9 de novembro. “Ser contadora é inviável por conta da minha condição. Como psicóloga, a falta da visão não dificultará meu desempenho profissional porque o trabalho é na análise da fala do paciente, então terei mais exigência da mente do que da visão”, diz.

No Enem, Márcia pediu o recurso da letra superampliada. “Como ainda tenho resíduo de visão, eu consigo ler de perto. Tive a experiência de fazer uma prova de concurso com ledor e acabei me atrasando muito. Percebi que não tenho facilidade de ouvir a pessoa”, lamenta. Mesmo assim, ela acredita que, no Enem, será diferente. “Não tenho receio porque a acessibilidade melhorou muito e as provas costumam ser bem organizadas”, diz. A poucos dias da avaliação, ela se sente ansiosa. “É a primeira vez que vou fazer o Enem. Não sei como vou me comportar. Estou com o meu coração a mil”, afirma.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) oferece uma série de opções de adaptação para pessoas com deficiência e as encaminha para locais com a infraestrutura necessária. Quando é preciso complementar a adaptação, o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) fica responsável por providenciá-la.
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