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Material didático inadequado prejudica ensino de idiomas na rede pública

A Copa do Mundo evidenciou o baixo nível de fluência da população

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postado em 30/06/2014 09:35

Ana Pompeu

A Copa do Mundo levou setores como hotelaria, comércio e segurança a investir em aulas de inglês para os funcionários e trouxe a constatação de que a língua estrangeira é um problema para a maior parte da população brasileira. Na rede pública, o ensino do idioma enfrenta várias dificuldades. O verbo to be é repetido ano após ano durante a etapa fundamental. Na última série do ensino médio, escolas de algumas regiões preferem focar na leitura. Ainda assim, os estudantes que têm interesse em aprender efetivamente a língua precisam, em geral, procurar cursos especializados.

Professores e alunos são categóricos em afirmar que não é possível aprender, no ensino regular, as quatro habilidades da língua — ouvir, falar, ler e escrever. “Se eu considerasse somente o que aprendi na escola pública, meu inglês seria muito básico. Hoje eu sei mais pelo meu interesse, por experiências de vida, lendo e vendo filmes em inglês. No ensino fundamental, era um revezamento entre presente simples e passado simples, sempre no to be”, conta Gabriela Oliveira, 16 anos, estudante do Centro de Ensino Médio Taguatinga Norte.

Gabriela pretende fazer ciências contábeis. “Quero seguir a carreira de auditora. Sei que terei de lidar com documentos em outras línguas”, avalia. Mas não só por motivos profissionais a jovem considera importante ter conhecimentos em inglês. “Mesmo que a pessoa não goste, se viajar e não souber a língua local, com o inglês pode se virar”, diz. Lucas Magno Viana, 17 anos, estudante do 3º ano do ensino médio no Centro Educacional 1, do Riacho Fundo 2, tem a mesma posição. “Meu conhecimento em inglês é básico mesmo, porque as aulas são muito básicas. Não dá para aprender muita coisa”, diz. Para ele, seria necessário mais tempo para um aprendizado melhor.
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