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MG lidera número de inscrições e tem sete dos 20 cursos com maior nota de corte

Cerca de 171 mil estudantes devem ingressar no ensino superior em 2014

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postado em 10/01/2014 06:00 / atualizado em 10/01/2014 07:50

Junia Oliveira /

A adesão de mais instituições mineiras ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o consequente aumento do número de vagas fizeram Minas Gerais se posicionar no topo do ranking do processo que levará, neste primeiro semestre, mais de 171 mil estudantes para o ensino superior. Numa edição na qual recordes foram batidos antes mesmo do fim das inscrições, o estado acumula destaques, sujeitos a mudanças até o fim da noite, último prazo para candidatos de todo o país batalharem uma vaga nas 115 instituições públicas participantes. O estado com o maior número de inscritos abriga a universidade federal com a maior concorrência – a UFMG – e concentra sete dos 20 cursos com a maior nota de corte em todo o país, ao lado do Rio de Janeiro. Os últimos dados do Ministério da Educação (MEC) escancaram ainda uma elite da escola pública, que elevou a pontuação mínima aos mesmos patamares daquela exigida na ampla concorrência.


Até ontem, Minas contabilizava 253.473 candidatos, seguida por São Paulo (246.045), Rio de Janeiro (195,6 mil), Bahia (164.183) e Ceará (160.748). O estado já apresenta crescimento de 11,4% em relação ao ano passado, quando houve 227.515 inscritos para o primeiro semestre de 2013. Este ano, são duas instituições a mais participando do Sisu, num total de 18. Estreante de peso, UFMG, com 156.571 inscritos, é a mais concorrida, com uma relação de 44,29 candidatos por vaga. Minas tem 11 Ifes e oferece 20.029 vagas no Sisu.

A diretora-executiva da Carta Consulta, Roberta Muriel, explica que a localização de Minas, no Centro da Região Sudeste do país, é um grande atrativo para os candidatos, que, agora, fazem inscrição para o ensino superior com apenas um clique. Sem precisar deslocar nem gastar dinheiro com várias inscrições de vestibulares, o estudante tem mais opções. “Temos muitas federais em pontos estratégicos. Assim, por exemplo, tanto faz o aluno morar em BH ou em Juiz de Fora, que pode estudar na federal daquela cidade, a UFJF, que tem vários cursos de referência no país. A posição geográfica de Minas é, sem dúvida, uma influência em todos esses números”, avalia. Para a especialista em educação, também não é surpresa a disputa na UFMG. “A demanda é muito ligada a projetos, a resultados. Ela tem os melhores alunos, porque é a mais concorrida. E, nela, o estudante tem muito o que produzir, com pesquisas e extensão, o que reflete na instituição”, diz.

As inscrições, ontem, no Sisu somaram 2.188.560. O volume representa cerca de 40% dos mais de 5 milhões de estudantes que fizeram o Enem, em 2013. Já no terceiro dia, anteontem, foi superado o total de candidatos do processo no início do ano passado, quando houve 1.949.958 de inscritos. Nesta edição, a maioria dos candidatos (52,8%) tem entre 18 e 24 anos. Quase um quarto tem até 17 anos e pouco mais de 23% tem faixa etária superior a 30 anos.

Cotas sem regalias

A lista com os 20 cursos do país com as maiores notas de corte – a maioria deles, medicina – mostra que o ingresso pela Lei das Cotas no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) exige nota tão alta quanto o da modalidade de ampla concorrência. Dessa relação, cinco deles se referem à reserva de vagas pelo critério de conclusão do ensino médio em escola pública. A diferença é pequena e, em alguns casos, cotistas superam os demais concorrentes. O curso de medicina da UFJF, o mais concorrido do país, exige pontuação mínima no Enem de 822,9 e tem uma relação de 92,29 candidatos por vaga, na ampla concorrência. Candidatos que declararam ter estudado em instituições estaduais ou municipais têm uma corrida e tanto pela frente. A nota de corte nessa modalidade é de 807,59, se destacando como a sexta maior do país.

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