
Segundo a vice-reitora, Patrícia Bernardes, presidente da comissão técnica do processo seletivo, é inegável que a avaliação dos candidatos mediante o vestibular está sendo substituída no país. “A tendência é o Enem se fortalecer, mas ainda enfrentamos problemas para conciliar o nosso calendário, que prevê prova em novembro, em relação ao do governo federal, que este ano vai antecipar as provas para outubro. Também defendemos outro perfil de aluno, que já tentou outros cursos ou é formado, e não apenas o que está saindo do ensino médio”, explica.
É o caso de Talita Cardoso Queiroz, de 21 anos, que está no último período de relações internacionais e prestou vestibular ontem para direito. Estava acompanhada da mãe, a decoradora Marisa Cardoso, de 53, pois quebrou o pé a 10 dias do vestibular, dançando balé. Fez prova na cadeira de rodas, entre os 20 candidatos inscritos em função de necessidades especiais, sendo metade deles com diagnóstico de déficit de atenção e interessados em cursar medicina, o mais concorrido da universidade, com 72,63 candidatos por vaga. Em segundo lugar vem engenharia mecânica (8,76 por vaga), seguido de direito, com 6,17 candidatos por vaga.
