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Negociação entre governo e professores federais fracassa Ministérios da Educação e do Planejamento ofereceram R$ 3,9 bi em reajustes salariais nos próximos 3 anos, mas proposta foi rejeitada pelos docentes

Agência Estado

Publicação: 23/07/2012 19:33 Atualização: 23/07/2012 19:38

Fracassou a reunião desta segunda-feira entre professores, universitários e representantes do governo para discutir o fim da greve nas instituições federais de ensino, sem aulas desde o dia 18 de maio. Na tarde desta segunda-feira, o governo ofereceu R$ 3,9 bilhões em reajustes salariais nos próximos três anos aos professores. A proposta foi rejeitada. Sindicalistas e técnicos dos ministérios de Educação e do Planejamento discutiram durante mais de quatro horas a pauta de reivindicações. Uma nova reunião já está prevista para ocorrer até a próxima quarta-feira.

A presidente do Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes), Marinalva Oliveira, diz que a discussão é de "concepção". Ela reclama que o governo está incentivando a desestruturação da carreira, ao impedir a progressão, criando barreiras para o docente chegar ao teto da profissão. Já o governo diz que questões como a titulação devem ser discutidas em outra mesa de negociação, propondo um grupo de trabalho específico para o tema. "Creio que devemos focar os pontos de divergência", afirmou Amaro Lins, secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação. "O maior cuidado que devemos ter é com os jovens de nossas instituições", acrescentou.

Pouco antes, Marinalva Oliveira afirmou em tom exaltado que a responsabilidade pela situação dos estudantes é do governo. A uma pergunta sobre se não temia o corte do ponto, ela respondeu: "A nossa greve é legal. Quem não está avançando é o governo, que só depois de sessenta dias está apresentando uma proposta".

Embora exista consenso de que "questões técnicas" e "conceituais" não estão abaixo do debate salarial na pauta dos sindicalistas, setores do governo dizem que o movimento pretende acabar com a valorização dos títulos de mestre e doutor nas universidades. Os grevistas que têm essa linha de raciocínio defendem que apenas o tempo de trabalho seja o suficiente para um docente atingir o topo da carreira.

Questionado sobre a importância da titulação como incentivo para a melhoria do ensino, o sindicalista Gutemberg Almeida, do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), respondeu que "os títulos seriam um estímulo se o governo não incluísse também na progressão da carreira fatores como a produtividade". Ele diz que hoje os professores estão tendo carga horária elevada em sala de aula, prejudicando pilares das universidades como a pesquisa e a extensão. Das 59 universidades federais do País, apenas duas não aderiram à greve. A grande maioria dos 38 institutos federais de educação também está com as atividades paralisadas.

Esta matéria tem: (18) comentários

Autor: Hugo Castelo
Vamos pensar professores! Voltem ao trabalho! Mas, voltem da mesma forma que os colegas das municipais e estaduais! Finjam que dão aula. Deêm uma aula ruim, e formem um bando burros pro governo Dilma se virar com a falta de competitividade do país! | Denuncie |

Autor: luiz breyner
Por que não fracassou negociações sobre Olimpíadas? Por que não fracassou negociações sobre copa do mundo? Por que não fracassou o aumento de 149 % do salário da presidente e dos políticos? Por que não fracassou a diminuição de veradores e a extinção dos salários desses inúteis? | Denuncie |

Autor: Ricardo gonçalves de souza
Olha e neste disse não disse que esta no prejuizo e o aluno,sem aula sem diploma!E sabem por que a greve continua?Por que são concursados e sabem que nunca vão ser despedidos!Olha as universidades e faculdades particular estão tendo aula normalmente por que sabem que greve e sinal de demissão! | Denuncie |

Autor: Anderson Raimundo
De um lado professores inconseqüentes que visam única e exclusivamente a melhoria da própria remuneração utilizando um demagógico e mentiroso discurso de estarem lutando pela melhoria da educação. Do outro um governo mentiroso, frouxo e omisso. Quem perde nesta? Os alunos, educação e a sociedade! | Denuncie |

Autor: Antonio Martins
Só falta os petistas doentes,radicais falarem que a culpa é do PSBD,FHC e não se lembrarem de quanto tempo estão no poder e a educação do país continua em abandono. | Denuncie |

Autor: julio rocha
Como é legal ser proativo com o trabalho dos outros. Vai lá é pega o cargo de professore, ahhhh você não deve ter doutorado. Que pena, é exigência nos editais. Só quem já defendeu doutorado sabe como é difícil. Esse país como esse povo tem que ir a merda mesmo, eu que não volto. | Denuncie |

Autor: Leonardo Vasconcellos
Salve a GREVE! Salve a REVOLUÇÃO NA EDUCAÇÃO (superior, que seja)! Salve aos PROFESSORES! Que os salários deste aumentem ao máximo para todos almejem esses cargos, ao invés de cobiçarem cargos POLITICOS eletivos, meramente REPRESENTATIVOS, que têm se tornado PROFISSÃO nesse país! | Denuncie |

Autor: Leonardo Vasconcellos
Que absurdo o comentário anterior! Sou estudante da federal e favorável à greve. Acredito que cada setor deva lutar por seu espaço na sociedade! O ensino superior no Brasil sofreu larga amplificação ao longo do governo PT. Entretanto, pouco se modificou em sua estrutura, por descaso governamental. | Denuncie |

Autor: Elisa Oliveira
realmente geraldo silveira, que importância tem a nossa educação, quem quer ganhar dinheiro tem mais é que dar aula na rede particular né? Não podemos desperdiçar nenhum centavo da nossa preciosa copa do mundo com coisas tão insignificantes como a educação! | Denuncie |

Autor: Marcos Santos
Discordo do Sr Geraldo Silveira, pois, em países evoluídos a classe dos professores é uma das mais respeitadas e admiradas. Falta, sim, bom-senso de nossas ditas "autoridades" para resolver o impasse que tanto prejudica o país. Aos professores, recebam meu apoio. PT: Prejudicial à Todos! | Denuncie |

Autor: Marco Souza
...além, é claro, da falta de valorização dos professores universitário. Estes, aliás, se qualificam no mestrado e doutorado, perfazendo, no mínimo, mais 6 anos de estudos após a graduação. Sugiro ao cidadão Geraldo Silveira que busque informações para opinar sobre os ditos "vagabundos"!!! | Denuncie |

Autor: Marco Souza
Lamentável o comentário do cidadão Geraldo Silveira. Provavelmente nunca acomodou-se em um banco de Universidade ou se por lá esteve, deve fazer tanto tempo que desconhece profundamente as condições precárias de nossas Universidades: falta de laboratórios, livros, equipamentos... | Denuncie |

Autor: Matagalo Araújo
Chamar professores de vagabundos? Perdeu a noção, o respeito e , principalmente, a educação. Nota zero. | Denuncie |

Autor: PEDRO SALOMÃO
Nesse caso ai, os professores estão pedindo estímulo a vadiagem!!! Onde já se viu crescer profissionalmente, até mesmo na vida sem apresentar nem 1micro grama de produtividade??? Até pra ficar atoa vc tem que ser produtivo!!!! | Denuncie |

Autor: PEDRO SALOMÃO
Com todo respeito, mas aposto que quem está no comando dessa greve é o povo das humanas, pq se fosse o pessoal das exatas, já teria acabado com um resultado bom para os 2 lados!!! | Denuncie |

Autor: PEDRO SALOMÃO
Estudei em federal e concordo que melhorias são necessárias, mas ai tb ta de brincadeira comigo, crescer na cargo só por tempo de serviço sem contar a produtividade? Não querem tb férias no meio de outubro com tudo pago em Mônaco tb? Sacanagem né gente, saiba pedir pelo menos!!! | Denuncie |

Autor: Loschi Loschi LTDA
Faça como o Anastasia em MG. Coloque substitutos emsalas de aulas que todos os grevistas voltam correndo. Deu certo em 112 dias de greve pq não daria em nível nacional?kkkkk | Denuncie |

Autor: geraldo silveira
é um oba oba, uma irresponsabilidade tremenda, fracassam as negociações e a vadiagem continua. O governo tá frouxo, é só cortar os dias parados desses vagabundos que eles voltam rapidinho | Denuncie |

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