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Número de matriculados no ensino superior dobrou na última década Censo do Ministério da Educação aponta que em 10 anos o montante de alunos que ingressaram nas faculdades cresceu 110%. Além disso, 60% dos universitários estudam à noite e 15% a distância

Renata Mariz - Correio Braziliense

Publicação: 08/11/2011 08:30 Atualização: 08/11/2011 08:37

 (Marcos Vieira/EM/DA Press)

A quantidade de matriculados no ensino superior no país mais que dobrou na última década – passando de 3 milhões em 2001 para 6,3 milhões no ano passado. O incremento, porém, deve-se principalmente ao setor privado, que atende 74% dos estudantes brasileiros nesse nível de ensino. Apesar da aparente grandiosidade dos números, apresentados ontem pelo Ministério da Educação (MEC), a expansão universitária está longe do estabelecido no Plano Nacional de Educação (PNE) 2001-2010. O documento, redigido pela própria pasta e aprovado pelo Congresso Nacional, previa que o Brasil chegasse a 2010 com 30% dos jovens de 18 a 24 anos matriculados no ensino superior. Mas só 17,4% estão nessa situação. A taxa bruta de matrículas, que não faz distinção de idade do aluno ou ex-aluno, é de pouco mais de 20% – nem metade dos 50% propostos pelo PNE 2011-2020, atualmente no Legislativo para ser votado.

Outro dado importante é que seis em cada 10 alunos do ensino superior no Brasil estudam à noite. As matrículas nos cursos noturnos cresceram de 56,1% para 63,5% entre 2001 e 2010. A educação a distância (EAD) já responde por 14,6% das matrículas de graduação no ensino superior do país, segundo dados do Censo da Educação Superior de 2010. O número de estudantes em busca do diploma atingiu 6.379.299 alunos em 2.377 instituições de ensino superior, que oferecem 29.507 cursos.

O documento com as metas que deveriam ter sido atingidas na última década também estabelecia que 40% da oferta de ensino superior no Brasil viesse do setor público. O que ocorreu foi exatamente o contrário. Subiu a proporção de universitários frequentando instituições privadas – de 68% para 74% – e caiu nas públicas – de 31% para 25% – entre 2001 e 2010. “Não obstante os esforços do governo com a expansão das universidades federais, os câmpus avançados, a interiorização das instituições, quem sustenta esse crescimento é o setor privado, que tem sua importância.

O desafio que se coloca agora é a qualidade desse ensino”, afirma Mozart Neves, ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco, membro do Conselho Nacional de Educação e do movimento Todos pela Educação. “Nem todos precisam ser uma USP ou uma UnB. Cada instituição tem que identificar seu papel e desempenhá-lo, mas ofertando educação de qualidade.”

Perfil dos universitários

O perfil do aluno do ensino superior no Brasil é jovem. Em 2010, metade dos estudantes tinha menos de 24 anos e a média de idade nos cursos presencias estava em 26 anos. Já nos cursos a distância, metade dos alunos tem até 32 anos e a média de idade é 33 anos. As mulheres continuam sendo maioria nos bancos universitários. No ano passado, 57% dos estudantes do ensino superior eram do sexo feminino, patamar que se mantém estável desde 2001.

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