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Fornecedora do Boa Esporte também pode deixar clube após contratação do goleiro Bruno

O gerente de Marketing da Kanxa, Sergio Grer, disse que a diretoria vai se reunir nesta segunda-feira com o advogado da marca para avaliar as possibilidades do contrato e, se possível, romper o vínculo

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postado em 12/03/2017 18:44 / atualizado em 12/03/2017 19:08

Guilherme Paranaiba

A contratação do goleiro Bruno Fernandes, de 32 anos, pelo clube mineiro Boa Esporte, da cidade de Varginha, no Sul de Minas, não para de gerar repercussões. Dessa vez, o efeito cascata da manifestação dos patrocinadores contrários à contratação foi parar na empresa paulista Kanxa, fornecedora de material esportivo do clube.

O gerente de Marketing da Kanxa, Sergio Grer, disse que a diretoria vai se reunir nesta segunda-feira com o advogado da marca para avaliar as possibilidades do contrato e, se possível, romper o vínculo. "Temos uma parceria de cinco anos com o Boa Esporte e o contrato está em vigor até o fim do ano. Mas infelizmente eles tomaram uma atitude que não é compatível com o que a empresa espera", afirma o gerente.

A Kanxa foi fundada em 1986 e atualmente fornece uniformes para 18 clubes do Brasil. Ainda segundo Grer, se o Boa desistir da contratação de Bruno, a empresa pode rever sua posição, mas tudo vai depender das possibilidades apontadas em conversa com o advogado, nesta segunda-feira. Ele estava em viagem no fim de semana.

O gerente também destaca que a exposição negativa da marca foi muito grande e como Bruno ainda não teve seu julgamento confirmado - a defesa aguarda apreciação de recurso contra a condenação pela morte de Eliza Samudio no TJMG - não há como dizer que o goleiro já cumpriu sua pena. "Ainda acreditamos que houve uma falta de sensibilidade com a contratação na semana do Dia Internacional da Mulher", completa.

O contrato da Kanxa com o Boa prevê apenas o fornecimento dos uniformes dentro e fora de campo e não estipula nenhuma quantia financeira, de acordo com Sergio Grer.

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