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Júri do ex-policial Bola é suspenso e será retomado nesta sexta-feira

Trabalhos foram encerrados depois de mais de uma hora de leitura de peças processuais. Antes, foi lido depoimento prestado pela irmã da vítima na fase inicial do processo

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postado em 07/07/2016 21:32 / atualizado em 08/07/2016 08:28

Pedro Ferreira

O julgamento do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, pela morte do carcereiro Rogério Martins Novelo foi suspenso às 20h45 desta quinta-feira. A sessão do júri deve ser retomado às 9h desta sexta-feira, no Fórum de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os trabalhos foram encerrados depois de mais de uma hora de leitura de peças processuais. Antes, foi lido o depoimento prestado pela irmã da vítima na fase inicial do processo. O julgamento começou às 9h50.

De acordo com o processo, o crime ocorreu em maio de 2000, em Contagem. O ex-policial civil, que já cumpre pena pela morte da ex-amante do goleiro Bruno, havia sido absolvido do crime contra o carcereiro em 7 de novembro de 2012, quando foi a júri popular. Na época, o Ministério Público recorreu da decisão, sob argumento de que os jurados se sentiram intimidados durante argumentação da defesa no tribunal. Os desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) acataram o recurso em 2014 e determinaram a realização de novo julgamento.

A sessão do júri é presidida pelo juiz Elexander Camargos. O conselho de senteça é formado por quatro mulheres e três homens. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a defesa de Bola requereu nova nulidade de  depoimento colhido em Brasília, que foi indeferido pelo juiz.

A nova sessão ocorreria em 16 de setembro do ano passado. Porém, acabou adiada por causa da morte do pai de um dos advogados. Em 17 de março deste ano, o ex-policial voltou ao banco dos réus por causa do crime, mas por pouco tempo. A sessão chegou a ser aberta pelo juiz Elexander Camargos Diniz, mas, segundo o TJMG, acabou suspensa pela não nomeação de defesa durante a oitiva do Deputado Edson Moreira, em Brasília.

 

(RG)

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