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Começa julgamento de Bola por morte de carcereiro em Contagem

Julgamento começou na manhã desta quinta-feira no Tribunal do Júri de Contagem. Crime ocorreu em 2000

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postado em 07/07/2016 10:23 / atualizado em 07/07/2016 12:04

Cristiane Silva

Marcelo Albert/TJMG
Começou, por volta das 9h50, o julgamento do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, pela morte do carcereiro Rogério Martins Novelo, ocorrida em maio de 2000, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A sessão acontece no Tribunal do Júri de Contagem e é presidida pelo juiz Elexander Camargos. Serão ouvidas seis testemunhas, três de defesa e três de acusação. Duas já foram ouvidas por carta precatória: o irmão da vítima e o deputado federal, com um advogado nomeado para acompanhar o depoimento em Brasília.

O conselho de senteça é formado por quatro mulheres e três homens. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a defesa de Bola requereu nova nulidade no depoimento colhido em Brasília, que foi indeferido pelo juiz.

O ex-policial civil, que já cumpre pena pela morte da ex-amante do goleiro Bruno, havia sido absolvido do crime contra o carcereiro em 7 de novembro de 2012, quando foi a júri popular. Na época, o Ministério Público recorreu da decisão, sob argumento de que os jurados se sentiram intimidados durante argumentação da defesa no tribunal. Os desembargadores da 2ª Câmara Criminal do TJMG acataram o recurso em 2014 e determinaram a realização de novo julgamento.

A nova sessão ocorreria em 16 de setembro do ano passado. Porém, a sessão acabou adiada por causa da morte do pai de um dos advogados. Em 17 de março deste ano, ele voltou a se sentar nos bancos dos réus por causa do crime, mas por pouco tempo. A sessão chegou a ser aberta pelo juiz Elexander Camargos Diniz, mas, segundo o TJMG, acabou suspensa pela não nomeação de defesa durante a oitiva do Deputado Edson Moreira, em Brasília.

Renata Caldeira/TJMG - 27/04/2013
ENTENDA O CASO O crime aconteceu no Bairro São Joaquim. Segundo o Ministério Público, o assassinato foi encomendado, pois Bola e Rogério Martins Novelo não se conheciam. O carcereiro foi morto a tiros na porta do estabelecimento comercial onde trabalhava. Bola foi reconhecido pela irmã da vítima, que testemunhou o crime, depois que a imagem dele foi veiculada em emissoras de TV e em jornais pelo envolvimento no assassinato de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno. (Com informações de João Henrique do Vale)
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